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Em reunião trilateral, Rússia cobra saída da Ucrânia de Donbas para fim da guerra

Em encontro histórico mediado pelos EUA, Zelensky afirma ter garantias de segurança alinhadas com Trump, mas Kremlin insiste na retirada total das tropas ucranianas do leste

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          Nesta sexta-feira (23/1), está acontecendo em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, a reunião que poderá definir os rumos finais da guerra na Ucrânia, que se arrasta por quase quatro anos. Em um movimento inédito, as delegações dos Estados Unidos, da Rússia e da Ucrânia se reuniram para uma negociação trilateral.

          O objetivo é transformar os rascunhos diplomáticos em um acordo de paz que já vem sendo cogitado há meses. Por outro lado, o otimismo gerado pela presença da equipe de Donald Trump como mediadora acaba esbarrando em um obstáculo: o controle total da região de Donbas.

          Veja as fotos

          Reprodução: YouTube/Tucker Carlson
          Vladimir Putin, Presidente da RússiaReprodução: YouTube/Tucker Carlson
          Reprodução / GloboNews
          Donald Trump em DavosReprodução / GloboNews
          Reprodução: YouTube/The White House
          Trump e Zelensky fizeram uma reunião neste fim de semana para discutir o fim da guerra na UcrâniaReprodução: YouTube/The White House

          Segundo o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, a questão territorial é a última peça que falta no quebra-cabeça. “O Donbas é uma questão central. Ele será discutido no formato que as três partes considerarem adequado”, afirmou em uma coletiva on-line.

          De acordo com informações do G1, as reuniões acontecerão até sábado (24/1), mas, neste primeiro momento, não contarão com a presença dos chefes de Estado, sendo conduzidas por equipes técnicas e diplomatas. A delegação russa, por exemplo, é liderada pelo almirante Igor Kostyukov.

          Se, por um lado, os diplomatas tentam costurar o fim das hostilidades, a retórica pública de Moscou continua inflexível. Pouco antes do início da cúpula, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, reforçou que a paz só será assinada se a Ucrânia retirar suas tropas e ceder o controle total de Donbas. “Esta é uma condição muito importante”, disparou.

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