Governo do Irã quebra silêncio e admite cerca de 2 mil mortes em onda de protestos
Número oficial supera estimativas de ONGs; regime enfrenta pressão interna e externa após ataques dos EUA e Israel em 2025
Pela primeira vez desde o início da recente escalada de tensão, autoridades iranianas reconheceram a magnitude da violência que tomou conta das ruas do país e vem causando preocupação. Nesta terça-feira (13/1), uma fonte oficial revelou à agência Reuters que aproximadamente 2 mil pessoas perderam a vida durante as duas últimas semanas de manifestações.
O número chocante inclui tanto manifestantes quanto integrantes das forças de segurança. Ao confirmar as mortes, o representante do regime manteve o discurso de culpar agentes externos e internos, atribuindo a responsabilidade pelo derramamento de sangue a “terroristas”, sem detalhar a proporção de civis mortos em relação aos agentes estatais.
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Nesse primeiro momento, por conta dos severos bloqueios de internet e restrições de comunicação impostos pelo governo, grupos de direitos humanos trabalhavam com estimativas de centenas de mortos e mais de 10 mil presos. Por outro lado, esses números agora parecem ter sido superados pela realidade oficial.
A instabilidade interna não é novidade para a liderança religiosa que governa o Irã desde 1979, mas o cenário atual é agravado por fatores externos. O regime enfrenta uma pressão crescente após os ataques realizados por Israel e pelos Estados Unidos no ano passado.
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