João Doria diz não sentir saudade da política e analisa cenário eleitoral para 2026
Ex-governador critica radicalismo e diz esperar por um caminho de união política no Brasil
Durante o relançamento dos livros do ex-presidente José Sarney, em São Paulo, na noite de quinta-feira (23/10), João Doria conversou com a jornalista Tati Apocalypse sobre o atual momento político do Brasil e o futuro das eleições presidenciais de 2026. O ex-governador, que esteve no evento para prestigiar Sarney, destacou sua admiração pelo ex-presidente e defendeu a necessidade de moderação e diálogo no cenário nacional.
“Eu conheço o presidente Sarney há muitos anos. Foi um grande amigo de meu pai e eu tive o privilégio de servir ao seu governo como presidente da Embratur em 1985, 86 e 87. Então, é uma amizade de mais de 50 anos com o presidente Sarney, e eu tenho nele uma inspiração de um pacificador, de um democrata, de um patriota, de um grande escritor e de um defensor da cultura brasileira”, afirmou.
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Ao falar sobre as eleições de 2026, Doria disse esperar que surjam lideranças com o mesmo espírito conciliador. “Eu espero. Se o Brasil seguir na linha do radicalismo, perde o país, perde o seu povo e perde o futuro do Brasil. Eu entendo que a democracia, ela espera e ela admite o contraditório, mas não o radicalismo. O radicalismo pode destruir o Brasil.”
Questionado se sente falta da política, o ex-governador respondeu: “Eu gosto, mas não sinto saudade. Eu reconheço a importância da política. Não tenho mágoas nem ressentimentos do período em que disputei as eleições que disputei e venci todas elas. Tive o privilégio de ser prefeito de São Paulo, o privilégio de ser governador do Estado de São Paulo, mas hoje estou de volta ao setor privado, onde pretendo ficar. Mas reconheço a importância da política e eu espero que a classe política tenha juízo, tenha discernimento, principalmente para ter esse espírito pacificador.”
Sobre a disputa presidencial de 2026, Doria analisou o cenário que se forma com a possível candidatura à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva. “Que o presidente Lula é candidato à reeleição não é novidade, né. Já há tempos que ele idealizou isso, embora não tenha verbalizado.”
O ex-governador avaliou ainda os possíveis nomes que devem enfrentar o atual presidente. “Ah, é uma boa disputa, certamente com Tarcísio Gomes de Freitas, com Ronaldo Caiado, com Romeu Zema e Ratinho Júnior, que são os candidatos, vamos dizer, de centro-direita, que talvez reúnam condições para um bom debate em torno do futuro do Brasil, ao lado do presidente Lula, que já reafirmou a sua condição de candidato à sua reeleição.”
Encerrando a entrevista, Doria reforçou sua aposta em um caminho mais equilibrado. “Eu espero que o centro possa ser a nova sinalização e a nova bússola do Brasil, não contra ninguém, mas a favor do Brasil.”
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