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Lula alerta que interferências externas podem agravar tensões na América Latina

Presidente defendeu que a região mantenha o status de zona de paz

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          Durante cerimônia no Itamaraty, nesta segunda-feira (20/10), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um apelo pela preservação da América Latina e do Caribe como territórios livres de conflitos. Ele criticou ações intervencionistas de potências estrangeiras e afirmou que esse tipo de atitude costuma “causar danos maiores do que o que se pretende evitar”.

          O evento marcou a entrega das credenciais de 28 novos embaixadores ao governo brasileiro e ocorreu em meio a um cenário de tensão diplomática, especialmente após o reforço da presença militar dos Estados Unidos no Caribe, próximo à Venezuela, sob o argumento de combater o tráfico de drogas.

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          Foto: Agência Gov
          Lula ao telefoneFoto: Agência Gov
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          Presidente Lula na ONU em 2025Reprodução: YouTube
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          Nicolás MaduroReprodução: Internet
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          Publicação do DEA HQReprodução: X/DEAHQ
          Crédito: Reprodução CNN Brasil
          Donald TrumpCrédito: Reprodução CNN Brasil

          Lula ressaltou que a estabilidade regional depende da autonomia dos povos latino-americanos e da cooperação entre as nações vizinhas. “Na América Latina e Caribe também vivemos um momento de crescente polarização e instabilidade. Manter a região como zona de paz é nossa prioridade. Somos um continente livre de armas de destruição e massa, sem conflitos étnicos ou religiosos”, afirmou.

          O presidente também reiterou que o multilateralismo, sistema que privilegia a tomada de decisões em conjunto por vários países, deve ser fortalecido. Para ele, essa é a única forma de enfrentar os desafios do mundo: “O que nós queremos é mostrar ao mundo que nós precisamos fortalecer o multilateralismo e o multilateralismo é baseado na boa relação cordial, comercial, econômica e, sobretudo, uma relação pacífica, sem ódio, sem negacionismo e sem ferir o princípio básico da democracia e dos direitos humanos”.

          A fala de Lula ocorre no momento em que o governo norte-americano, liderado por Donald Trump, amplia suas operações navais na região, provocando reações de líderes como Nicolás Maduro, da Venezuela, e Gustavo Petro, da Colômbia. Maduro chegou a acusar Washington de planejar uma ofensiva para derrubar seu regime.

          De acordo com o Planalto, o Brasil acompanha de perto a escalada das tensões e mantém diálogo tanto com Washington quanto com Caracas, buscando evitar uma crise militar.

          Além do tema latino-americano, Lula destacou o papel internacional do Brasil em fóruns multilaterais e lembrou que o país sediará, em novembro, a COP30 e a Cúpula do Mercosul.

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