Estados Unidos intensifica pressão sobre Maduro e envia frota militar para o Caribe
Trump deu uma recompensa pela captura do presidente venezuelano e mobilizou forças navais e aéreas em ação contra cartéis de drogas
O governo dos Estados Unidos reforçou sua ofensiva contra Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, dobrando para US$ 50 milhões, aproximadamente R$ 270 milhões, a recompensa por informações que levem à sua captura ou condenação. O valor supera até mesmo a quantia oferecida após os atentados de 11 de setembro de 2001 para localizar Osama Bin Laden.
Nesta terça-feira (19/8), a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que Maduro não é considerado um líder legítimo pelos EUA e lidera um cartel de narcoterrorismo. “Trump está preparado para usar toda a força americana para deter o tráfico de drogas”, afirmou Leavitt, destacando a disposição do governo de recorrer a todos os recursos possíveis, incluindo ações militares.
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Como parte da estratégia, três navios de guerra foram deslocados para o sul do Caribe, próximos à costa venezuelana. A estimativa é que cerca de 4 mil militares, entre marinheiros e fuzileiros navais, atuarão na região, apoiados por aviões de vigilância P-8, outros navios e pelo menos um submarino de ataque. As embarcações poderão executar missões de inteligência e, se necessário, operações direcionadas em terra.
O Departamento de Justiça dos EUA acusa Maduro de tráfico internacional de cocaína, narcoterrorismo, uso de armas em crimes relacionados ao tráfico e liderança do Cartel de los Soles, considerado organização terrorista internacional. Até o momento, os americanos afirmam ter apreendido US$ 700 milhões em bens do regime, incluindo jatos e veículos, além de 30 toneladas de cocaína, sendo quase 7 ligadas diretamente ao presidente venezuelano.
Reação de Caracas
O governo de Maduro qualificou a ação americana como ameaça à estabilidade regional. Sem mencionar diretamente os navios, o presidente venezuelano afirmou em discurso nesta segunda-feira (18/8) que a Venezuela “defenderá nossos mares, nossos céus e nossas terras” diante de um “império em declínio”. Além disso, mobilizou 4,5 milhões de milicianos chavistas para manter o país em prontidão, embora não tenha detalhado a distribuição dessas forças.
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