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Lula reage à captura de Maduro, condena bombardeios dos EUA e pede mediação da ONU

Chefe do Executivo brasileiro classificou a ação como grave violação à soberania venezuelana

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          O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), se pronunciou após a operação conduzida pelos Estados Unidos que resultou na captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, durante a madrugada deste sábado (3/1). Em nota, o chefe do Executivo brasileiro condenou os bombardeios e classificou a ação como uma grave violação à soberania venezuelana, além de cobrar uma mediação da Organização das Nações Unidas (ONU).

          Com um pronunciamento publicado nas redes sociais, Lula condenou a ação norte-americana. Segundo o presidente, os bombardeios em território venezuelano e a captura de seu presidente ultrapassam uma “linha inaceitável”: “Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”.

          Veja as fotos

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          Lula fala sobre situação envolvendo SBT e Zezé Di CamargoReprodução: YouTube/CanalGov
          Foto: Ricardo Stuckert
          Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do BrasilFoto: Ricardo Stuckert
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          Lula durante cerimônia de entrega de Cartas Credenciais falou sobre relações na América Latina e zona de pazReprodução: YouTube/CanalGov
          Reprodução Instagram/montagem
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          Donald Trump e Nicolás MaduroInternet Reprodução
          Nicolás Maduro - Internet Reprodução
          Nicolás Maduro - Internet Reprodução

          Lula afirmou que ataques que violam o direito internacional e conduzem a um cenário de instabilidade global: “Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo. A condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões.”.

          Além disso, Lula reiterou que o Brasil mantém, de forma coerente, a defesa do multilateralismo e a condenação ao uso da força. O presidente também afirmou que a iniciativa representa um retrocesso: “A ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz”.

          Por fim, Lula solicitou a atuação da ONU para conter a crise e evitar o agravamento do conflito: “A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio. O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação”, encerrou o presidente da República.

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