Lula revoga visto de assessor de Trump que visitaria Bolsonaro e impõe condição
O presidente da República justificou a negativa ao funcionário do governo norte-americano e afirmou que a entrada no Brasil depende da liberação de vistos ao ministro Alexandre Padilha
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“Aquele cara americano que disse que vinha para cá, para visitar Jair Bolsonaro, foi proibido de visitar. E eu o proibi de vir ao Brasil enquanto não liberar os vistos do meu ministro da Saúde, que estão bloqueados”, explicou Lula.
A segunda razão é a justificativa dada por Darren Beattie para solicitar a entrada no Brasil. Oficialmente, ele argumentou que iria participar de um evento sobre terras raras e minerais críticos em São Paulo. Com o pedido de autorização de Bolsonaro ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para receber a visita do assessor de Trump, o visto foi negado por “omissão e falseamento de informações”, segundo o Ministério das Relações Exteriores brasileiro.
“O Itamaraty confirma a revogação do visto, tendo em conta a omissão e falseamento de informações relevantes quanto ao motivo da visita por ocasião da solicitação do visto, em Washington. Trata-se de princípio legal suficiente para a denegação de visto, de acordo com a legislação nacional e internacional”, declarou o ministério.
Inicialmente, a visita de Beattie a Bolsonaro na Papudinha foi autorizada por Alexandre de Moraes. Na quinta-feira (14), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) voltou atrás na decisão e negou o pedido. Na decisão, Moraes disse que a visita não foi comunicada à diplomacia brasileira e não está inserida na agenda oficial que será cumprida no Brasil.
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