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Lula sobre taxação dos EUA: “Se Trump quiser negociar, Lulinha paz e amor está de volta”

Presidente Lula vai aos EUA no próximo mês e um encontro com Trump dependerá exclusivamente da “vontade” de Donald Trump: “Nós estaremos dispostos”

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        O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse, nesta sexta-feira (29/8), que está disposto a negociar o tarifaço imposto aos produtos brasileiros pelos Estados Unidos. Para isso, Lula estaria, inclusive, interessado em “baixar a guarda” e usou a expressão “Lulinha paz e amor” para definir como tratará o presidente norte-americano, Donald Trump, caso ele aceite a negociar as taxas.

        “Eles (EUA) não estão dispostos a negociar. Se o Trump quiser negociar, o Lulinha paz e amor está de volta. Eu não quero guerra com os Estados Unidos. Quero negociar, quero a verdade em cima da mesa, e eu quero que seja justo”, disse à rádio Itatiaia.

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        O que é o decreto de reciprocidade comercial e como ele funciona na práticaReprodução Internet
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        Pronunciamento de Lula na TV sobre soberania do Brasil após anúncio de TrumpReprodução: Internet
        Foto: Agência Gov
        Lula ao telefoneFoto: Agência Gov
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        Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)Foto: Ricardo Stuckert

        Lula comentou sobre a autorização que deu para o Brasil tratar os EUA com reciprocidade, ou seja, também aumentar as taxas tributárias sobre os produtos norte-americanos. O presidente brasileiro explicou que a autorização foi formalizada como forma de antecipação das estratégias que serão usadas pelo país diante das medidas dos EUA.

        “Eu não tenho pressa de fazer qualquer coisa com a reciprocidade contra os Estados Unidos. Tomei a medida porque nós temos que andar o processo. Se você for tentar andar na forma que todas as leis exigem, o comportamento da Organização Mundial do Comércio (OMC), o comportamento das regras, você vai demorar um ano”, explicou.

        No próximo mês, Lula vai aos EUA para participar da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU). Ele comentou sobre a possibilidade de aproveitar a viagem para se reunir com Trump. No entanto, Lula deixou claro que o encontro entre os dois presidentes dependerá exclusivamente da vontade de Trump.

        “Se o Trump quiser conversar, ou qualquer pessoa de relevância no governo americano quiser negociar sério com o Brasil, nós estaremos dispostos a negociar 24 horas por dia”, afirmou.

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