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Operação no Rio reacende embate entre Castro e Lula sobre papel da União

Após governador afirmar que enfrenta sozinho facções no Alemão e na Penha, Ministério da Justiça divulgou números de operações federais

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          O governo federal respondeu publicamente às críticas do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL/RJ), sobre a falta de auxílio na megaoperação que deixou dezenas de mortos nesta terça-feira (28/10) na capital do estado. Em nota, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) afirmou que tem atendido, “de forma imediata”, todos os pedidos enviados pelo estado desde 2023.

          A ofensiva policial, considerada por Castro a maior já realizada no Rio desde 2010, foi deflagrada nos complexos do Alemão e da Penha para capturar chefes do Comando Vermelho (CV) e operadores financeiros da facção. Até a tarde desta terça-feira (28/10), ao menos 64 óbitos foram registrados, entre eles 4 agentes de segurança. A cena de tiroteios intensos, barricadas incendiadas e drones lançando explosivos transformou a Zona Norte em uma área de guerra.

          Veja as fotos

          Reprodução: Redes Sociais
          Megaoperação foi deflagrada nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte do Rio de JaneiroReprodução: Redes Sociais
          Reprodução: Redes Sociais
          Megaoperação foi deflagrada nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte do Rio de JaneiroReprodução: Redes Sociais
          Foto:  José Lucena/TheNews2/Estadão Conteúdo
          Megaoperação foi deflagrada nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte do Rio de JaneiroFoto: José Lucena/TheNews2/Estadão Conteúdo
          Reprodução: Portal LeoDias
          Cláudio Castro, governador do Rio de Janeiro, concede entrevista ao portal LeoDiasReprodução: Portal LeoDias
          Foto: Nelson Jr/STF
          Ministro da Justiça, Ricardo LewandowskiFoto: Nelson Jr/STF

          Mesmo com o impacto da operação, o governador cobrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele afirmou que o Rio “está sozinho” e citou pedidos negados para uso de blindados das Forças Armadas. Segundo Castro, o governo federal condicionou o envio de equipamentos à adoção de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), mecanismo constitucional que Lula já declarou rejeitar.

          O Ministério da Justiça contestou a versão do governador e destacou que a Força Nacional está mobilizada no estado desde outubro de 2023, com 11 renovações autorizadas. A operação federal está prevista para seguir até dezembro de 2025, com possibilidade de extensão.

          Além disso, divulgou números recentes da Polícia Federal (PF). Em 2025, foram 178 ações no território fluminense, sendo duas dúzias voltadas ao tráfico de armas e drogas. As investigações resultaram em 210 prisões e na apreensão de 10 toneladas de entorpecentes, 190 armas de fogo e centenas de acessórios usados para montagem de fuzis.

          Castro argumenta que o crime organizado no Rio ultrapassou a capacidade de resposta da polícia local e defende maior participação da União. Ele classificou o avanço das facções como um “estado de defesa” e afirmou que a ADPF 635, que impõe regras a ações em comunidades, está sendo obedecida sob acompanhamento do Ministério Público.

          A nota federal ainda lembrou que o estado recebeu aportes do Fundo Nacional de Segurança Pública e do Fundo Penitenciário Nacional, além de veículos, drones e coletes fornecidos sem custos. Segundo o governo, há mais de R$ 170 milhões em saldo ainda não executados pelo Rio para investimentos na área.

          O ministro Ricardo Lewandowski reforçou que o objetivo da União é atuar de forma coordenada com administração estadual, inclusive com vagas em presídios federais para isolar lideranças criminosas.

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