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Pacheco evita falar em candidatura e diz que decisão sobre vaga no STF cabe a Lula

Presidente do Senado ainda mostrou apoio ao projeto que limita decisões no STF

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          O presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD/MG), comentou nesta quinta-feira (23/10), na Câmara dos Deputados, sobre as especulações envolvendo seu nome para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) e elogiou o projeto aprovado pela Câmara que restringe decisões individuais de ministros da Corte. O senador também falou sobre a possibilidade de disputar o governo de Minas Gerais em 2026.

          Questionado sobre a possibilidade de ser indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o Supremo, Pacheco disse receber a lembrança com “satisfação” e “honra”, mas ressaltou que a decisão é exclusiva do chefe do Executivo. “Ao longo de alguns anos da minha presidência do Senado eu fiz questão de estabelecer a melhor relação possível com o Poder Judiciário. Tivemos momentos, inclusive, de desafios, de críticas e de contraposições, mas sempre com um ambiente muito civilizado dessa discussão. Então, eu fico muito, obviamente, honrado de ser lembrado como um membro de um poder legislativo para poder integrar um outro poder, que é o Judiciário”, afirmou Pacheco.

          Veja as fotos

          Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado
          Rodrigo Pacheco, ex-presidente do Senado (PSD)Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado
          Divulgação: Senado Federal
          Davi Alcolumbre e Rodrigo PachecoDivulgação: Senado Federal
          Foto: Cristiano Mariz/O Globo
          Pacheco e LulaFoto: Cristiano Mariz/O Globo
          Reprodução: Internet
          Lula durante assinatura da MP "Brasil Soberano"Reprodução: Internet
          Divulgação: Senado Federal
          Senado FederalDivulgação: Senado Federal

          O senador destacou que não existe campanha para ocupar uma cadeira na Corte: “Isso é algo que não depende de mim e não se faz campanha para esse tipo de vaga […] mas esse é um papel do presidente Lula, que ele deve decidir à luz dos seus próprios critérios e a decisão que o presidente Lula tomar, evidentemente, será respeitada por todos”, pontuou o presidente da Casa legislativa.

          Pacheco também reforçou sua posição histórica em defesa da limitação de decisões individuais dos ministros do Supremo. Ele lembrou que o Senado aprovou, há 2 anos, uma Proposta de Emenda Constitucional com esse objetivo, e afirmou que vê com bons olhos o texto votado pela Câmara dos Deputados nesta semana. “Eu considero que uma lei votada pelas duas casas, Senado e Câmara dos Deputados, sancionada por um presidente da República, só pode ter a sua constitucionalidade questionada pelo Colegiado do Supremo Tribunal Federal. Essa é a razão de ser daquela PEC que nós votamos, que foi aprovada 2 anos atrás e que visa, justamente, disciplinar que o Colegiado do Supremo deve dar a palavra final sobre a constitucionalidade ou não de uma lei federal e não uma decisão individual, uma decisão monocrática”, declarou ele.

          O presidente do Senado acrescentou que atos do presidente da República ou do Congresso Nacional também só devem ser revistos pelo plenário do STF. “Essa é a razão de ser que eu considero de uma disciplina justa e equilibrada para as decisões monocráticas que devam ser limitadas”, concluiu.

          Sobre a sucessão em Minas Gerais, Pacheco afirmou que se sente “honrado” com as manifestações de apoio, mas disse que ainda não tomou uma decisão sobre concorrer ao governo em 2026; especialmente diante da sua saída no Senado, já que em seus planos encerraria a vida pública para dar espaço à família e se dedicar à advocacia.

          “A manifestação de apoio que eu recebo de segmentos políticos e da sociedade para uma possível candidatura ao governo do Estado de Minas é motivo também de muito orgulho, de muita honra para mim, especialmente as manifestações feitas pelo presidente Lula de entusiasmo em relação ao meu futuro político e a uma candidatura em Minas Gerais. Mas essa é uma decisão que eu devo tomar à luz de diversas circunstâncias. Eu preciso pensar em tudo o que eu fiz no Parlamento como deputado federal, depois como senador e presidente do Senado. Eu me considero muito realizado por tudo que fiz ao longo desses, para completar o ano que vem, 12 anos de vida pública”, Rodrigo Pacheco sobre uma possível candidatura ao governo de Minas Gerais, apoiado por Lula.

          Ele destacou que, independentemente de sua participação na disputa, Minas precisa recuperar o protagonismo político e econômico. “Estamos num momento muito difícil em Minas Gerais que precisa ser resolvido a partir da construção política. Então, essa é uma decisão que se deve tomar e eu considero que nós temos bons nomes para poder ocupar esses espaços nesse campo democrático, que visa mais a vida real das pessoas do que esse mundo digital, repito, das ‘lacrações’ de redes sociais e do imediatismo do espetáculo político através desses meios digitais”, disse, em tom de crítica à parlamentares que usam as redes sociais como “palanque político”.

          Pacheco concluiu defendendo que o campo democrático mineiro construa, até o fim do ano, uma frente ampla com nomes qualificados para o governo, o Senado e o Executivo estadual e que olhem, principalmente, para a questão das dívidas no estado.

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