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PIB deve reagir: agropecuária puxa alta de 0,4% na economia em agosto, diz BC

Setor agropecuário lidera recuperação do IBC-Br em agosto, segundo o Banco Central, enquanto indústria segue afetada pelos juros altos

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        A economia brasileira apresentou alta de 0,4% em agosto, segundo o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica), divulgado nesta quinta-feira (16/10) pelo Banco Central. O resultado, impulsionado pela agropecuária, interrompe uma sequência de três quedas consecutivas e indica retomada parcial da atividade no país. O índice é considerado uma prévia do PIB (Produto Interno Bruto).

        A elevação do IBC-Br para 108,7 pontos na série dessazonalizada (que elimina efeitos sazonais) mostra uma recuperação tímida, mas significativa após meses de retração. Em maio, junho e julho, o indicador havia registrado resultados negativos. Apesar da alta, o desempenho ficou abaixo da projeção de analistas, que esperavam avanço de 0,7%.

        No trimestre encerrado em agosto, o índice acumulou alta de 0,9%, mostrando tendência de estabilização. Já no acumulado de 2025, o crescimento é de 2,6%. Na comparação com o mesmo mês de 2024, a variação é positiva em 0,1%, e, no acumulado de 12 meses, a prévia do PIB registra expansão de 3,2%.

        A força do agronegócio foi determinante para o resultado do período. Embora a agropecuária tenha apresentado leve recuo de 1,9% em relação a julho, no comparativo anual o setor avança 3,9%. Já a indústria, mais sensível às condições de crédito, segue pressionada, com queda de 0,8% frente ao mesmo mês do ano passado.

        O setor de serviços também contribuiu para o desempenho geral, com leve alta de 0,2% em agosto. No entanto, a indústria — que depende fortemente de financiamento — continua afetada pelos juros elevados. Com a taxa Selic em 15% ao ano, o maior nível desde 2006, empresas e consumidores enfrentam custo financeiro alto, o que limita investimentos e consumo.

        A política monetária restritiva tem o objetivo de conter a inflação, mas reduz o ritmo da atividade produtiva. Ainda assim, o resultado de agosto indica que a economia brasileira mantém resiliência, sustentada principalmente pelo agronegócio e pelo setor de serviços, enquanto a indústria segue em compasso de espera por um ambiente de crédito mais favorável.

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