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Réu em ação no STF, Eduardo Bolsonaro ironiza: “Motivo de orgulho”

Filho de Jair Messias Bolsonaro é acusado de obstruir as investigações contra o ex-presidente pela tentativa de golpe

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        O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) ironizou, nesta segunda-feira (17/11), a decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que o tornou réu pelo crime de coação no curso do processo. O filho de Jair Messias Bolsonaro é acusado de obstruir as investigações no processo da trama golpista contra o ex-presidente.

        Em suas redes sociais, o político afirmou que estaria orgulhoso de ter sido transformado em réu: “Ser chamado de réu num país onde esta mesma Suprema Corte, que me processa, solta bandidos, é motivo de orgulho. E os que celebram esta notícia são pobres de espírito, frutos de sua própria ignorância. Que Deus tenha piedade”.

        Veja as fotos

        Crédito: Reprodução X @BolsonaroSP
        Eduardo Bolsonaro (PL/SP) em conteúdo para suas redes sociaisCrédito: Reprodução X @BolsonaroSP
        Foto: Luiz Silveira/STF
        Supremo Tribunal Federal (STF)Foto: Luiz Silveira/STF
        Crédito: Zeca Ribeiro - Câmara dos Deputados
        Eduardo BolsonaroCrédito: Zeca Ribeiro - Câmara dos Deputados
        Crédito: Renato Araújo - Câmara dos Deputados
        Eduardo BolsonaroCrédito: Renato Araújo - Câmara dos Deputados

        A denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Eduardo Bolsonaro foi aceita pelo STF na última sexta-feira (14/11). O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, foi o primeiro a votar a favor da ação penal contra o deputado federal. Moraes foi acompanhado pelos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Carmem Lúcia.

        De acordo com a denúncia, Eduardo e o blogueiro Paulo Figueiredo articularam, diretamente dos Estados Unidos, onde o político reside desde março deste ano, para o governo norte-americano aplicar sanções contra autoridades que investigam, processam e julgam seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de estado.

        “A grave ameaça materializou-se pela articulação e obtenção de sanções do governo dos Estados Unidos da América, com a aplicação de tarifas de exportação ao Brasil, suspensão de vistos de entradas de diversas autoridades brasileiras nos Estados Unidos da América e a aplicação dos efeitos da Lei Magnitsky a este ministro relator”, diz o relatório.

        Apesar do voto dos quatro ministros, a análise segue aberta no plenário virtual até o dia 25 de novembro, quando os ministros ainda podem mudar de voto, pedir vista ou levar o caso ao plenário.

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