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“Tortura”, diz deputado após inspecionar cela da PF onde Bolsonaro está preso

Segundo o deputado Paulo Bilynskyj, após a vistoria, ficou evidente que não existem condições de o ex-presidente permanecer na sala

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          Nesta quinta-feira (11/12), o deputado federal e presidente da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara, delegado Paulo Bilynskyj visitou a cela onde Jair Messias Bolsonaro está preso na sede da Polícia Federal em Brasília. Após realizar a inspeção, em nota, afirmou que o ex-presidente permanecer em um local que é uma “tortura”.

          Em nota de esclarecimento, a assessoria do deputado explicou que o requerimento para a visita foi aprovado pelo colegiado na semana passada e a inspeção foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal.

          Veja as fotos

          Foto: Reprodução/TV Globo
          Jair Messias BolsonaroFoto: Reprodução/TV Globo
          Crédito: @hugobarretophoto/Metrópoles
          Jair BolsonaroCrédito: @hugobarretophoto/Metrópoles
          Reprodução: Band
          Jair BolsonaroReprodução: Band

          Segundo Paulo, Bolsonaro não tem condições de permanecer onde está: “Bilynskyj esclarece que teve acesso direto às dependências e ao entorno do local e ficou evidente, em sua avaliação, que não há condições para que Jair Bolsonaro permaneça no regime fechado. Para preservar sua saúde, afirma o deputado, ele deveria ser transferido para prisão domiciliar. A manutenção da atual situação, segundo o parlamentar, configuraria tortura”.

          “O presidente permanece preso por 22 horas, tendo direito ao banho de sol por apenas 2 horas. O espaço em que ele está custodiado é uma sala de 3 metros por 4 metros. Ao lado da sala funciona o ar-condicionado central do prédio da PF, que produz barulho intenso e constante 24 horas por dia, algo que caracteriza uma forma de tortura”, frisou.

          O político destacou que a cela não oferece espaço ou condições mínimas para que o condenado a mais de 27 anos de prisão realize qualquer atividade física.

          “Paulo Bilynskyj informou que apresentará a situação aos demais deputados do colegiado e reiterou que, diante do que foi constatado, a única alternativa viável é o retorno de Jair Messias Bolsonaro ao regime domiciliar, onde poderá receber os cuidados médicos necessários e realizar exames com a celeridade exigida por suas condições. “Não existe qualquer forma de manter o presidente Bolsonaro vivo e com saúde que não seja em prisão domiciliar”, concluiu a nota.

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