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Após diagnóstico de Val Marchiori, especialistas reforçam importância da mamografia

Em entrevista ao portal LeoDias, o oncologista Jorge Abissamra Filho e a médica radiologista Fernanda Philadelpho explicam câncer de mama diagnosticado na empresária e destacam exames essenciais

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        A empresária Val Marchiori revelou que foi diagnosticada com câncer de mama. Bastante emocionada, ela contou, por meio de um vídeo publicado no Instagram, na última terça-feira (26/8), que sempre teve receio de fazer mamografia e se arrepende de não ter realizado o exame antes. A descoberta de um nódulo na mama direita levou à necessidade de biópsia, que confirmou a presença de um tumor maligno.

        Em entrevista ao portal LeoDias, o oncologista Jorge Abissamra Filho explica que os principais fatores de risco para a doença envolvem idade (com aumento a partir dos 50 anos), histórico familiar e genético, exposição hormonal, estilo de vida (obesidade, sedentarismo, tabagismo, álcool e dieta rica em ultraprocessados) e fatores adicionais, como alta densidade mamária e radiação torácica prévia.

        Veja as fotos

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        Val Marchiori revela diagnóstico de câncer de mamaReprodução/Instagram/@valmirchiori
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        Val MarchioriReprodução/@valmirchiori

        Segundo ele, o autoexame é útil para autoconhecimento, mas não substitui exames de rastreamento. “Contamos com a mamografia, padrão-ouro, além do ultrassom — indicado especialmente em mamas densas — e a ressonância magnética, voltada para mulheres de alto risco”, destaca.

        Avanços no tratamento

        O médico ressalta os progressos terapêuticos: “Imunoterapia em tumores triplo-negativos, terapias-alvo como anti-HER2, inibidores de CDK4/6, além de cirurgias e radioterapias menos radicais e personalizadas. Também a medicina de precisão, com testes genômicos que definem a necessidade de quimioterapia”.

        O acompanhamento pós-tratamento é igualmente essencial, com consultas regulares, exames de imagem, controle de peso, atividade física e atenção a sinais de alerta, como novos nódulos, dor óssea persistente ou emagrecimento inexplicável.

        Abissamra lembra que o diagnóstico precoce ainda enfrenta barreiras no Brasil. “A baixa cobertura da mamografia no SUS, desigualdade regional, ausência de programas organizados de rastreamento e a desinformação ou medo, que afastam muitas mulheres dos serviços”, aponta.

        A importância da mamografia

        Segundo levantamento do Instituto Natura em parceria com o Observatório de Oncologia do Movimento Todos Juntos Contra o Câncer, apenas 23,7% da população-alvo realiza mamografias no Brasil. O índice está muito abaixo dos 70% preconizados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que recomenda a realização de mamografias a cada dois anos entre mulheres de 50 a 69 anos, com uma taxa mínima de cobertura de 70%.

        Em entrevista ao portal LeoDias, a radiologista Fernanda Philadelpho reforça a importância do exame: “A mamografia é uma das principais formas de diagnosticar o câncer de mama. Ao ser identificado precocemente, as chances de sucesso do tratamento são significativamente maiores”.

        “O exame utiliza radiografia para obter imagens das mamas de modo que possamos identificar em estágio inicial lesões, nódulos e assimetrias. O mamógrafo faz uma compressão das mamas que é absolutamente imprescindível, pois proporciona melhor espalhamento do tecido mamário, para expor as lesões que possam existir, além de permitir o uso de menor dose de radiação”, emenda.

        A médica, especialista em exames de mama da clínica CDPI e do Alta Diagnósticos, no Rio de Janeiro, destaca que todas as mulheres precisam incluir o exame na rotina, mesmo sem histórico familiar. “Deve começar aos 40 anos para mulheres sem casos de câncer de mama na família e aos 35 ou 30 para aquelas que têm casos, principalmente em parentes diretos, como a mãe, em que se suspeita de risco genética. É importante ressaltar que cada caso deve ser individualizado pelo médico que acompanha a paciente”, frisa.

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