Após intoxicação por metanol em bebidas, associações e secretaria emitem alertas em SP
A Secretaria Estadual da Saúde e a Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF) emitiram notas
Nove pessoas foram intoxicadas com metanol em São Paulo e duas morreram, entre outras vítimas, como uma que ficou cega e outra que segue internada em estado grave. Um dos óbitos foi registrado na capital paulista e outro em São Bernardo do Campo, na região metropolitana. A Secretaria Estadual da Saúde e a Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF) emitiram notas.
A secretaria citou no texto: “O CVS está apoiando e monitorando o trabalho dos municípios na fiscalização dos estabelecimentos de comércio de bebidas (distribuidoras, bares, etc.) envolvidos na comercialização e distribuição dos produtos contaminados. O CVS reforça que o consumo de bebidas alcoólicas de origem clandestina ou sem procedência confiável representa risco à saúde, já que podem conter substâncias tóxicas.”
Veja as fotos
“A recomendação é que bares, empresas e demais estabelecimentos redobrem a atenção quanto à procedência dos produtos oferecidos, e que a população adquira apenas bebidas de fabricantes legalizados, com rótulo, lacre de segurança e selo fiscal, evitando opções de origem duvidosa e prevenindo casos de intoxicação que podem colocar a vida em risco”, finalizou.
A ABCF também se manifestou: “A ABCF vem lutando há anos para debelar as quadrilhas de falsificadores de bebidas, com ações de inteligência e posteriores denúncias, em conjunto com as polícias em todo o país. Entretanto, a entrada de facções do crime organizado no mercado ilegal de bebidas vem trazendo desafios cada vez maiores para um combate efetivo, dada a capacidade financeira e rede de distribuição que possui o crime para levar tais bebidas até os pontos de venda, principalmente em áreas de média e baixa renda nos grandes centros consumidores do país.”
A associação suspeita de que o metanol usado para adulterar bebidas alcoólicas pode ser o mesmo usado pelo PCC (Primeiro Comando da Capital) para batizar combustíveis:
“Ao ficar com tanques repletos de metanol lacrados e distribuidoras e formuladoras proibidas de operar, a facção e seus parceiros podem eventualmente ter revendido tal metanol a destilarias clandestinas e quadrilhas de falsificadores de bebidas, auferindo lucros milionários em detrimento da saúde dos consumidores. De acordo com o anuário da falsificação da ABCF 2025, o setor de bebidas foi o mais prejudicado pelo mercado ilegal no último ano, com perdas estimadas em 88 bilhões de reais, 29 bilhões em sonegação de tributos e 59 bilhões restantes de perdas de faturamento das indústrias que sofrem com tais fraudes e falsificações.”
O documento seguiu: “Nada impacta mais esse mercado do que os prejuízos à saúde. A consumidores, que, ao consumir bebidas ilegais, podem ter graves problemas de saúde, falência hepática, renal, cegueira, dentre outros problemas advindos de intoxicação por compostos que não podem, nem devem estar nas bebidas.”
A reportagem do portal LeoDias entrou em contato com a Anvisa que enviou a seguinte nota: “Inicialmente é importante esclarecer que o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária é descentralizado, prevendo níveis de ação para os diferentes entes (União, estados e municípios). Neste momento, os casos estão sendo acompanhados pelas autoridades locais de saúde e seguem sob investigação da Polícia Civil de São Paulo. Importante lembrar também que as bebidas alcoólicas são sujeitas a registro no Ministerio da Agricultura. A Anvisa participa das atividades coordenadas pelo Ministério da Justiça, por meio da Senacom, e acompanha as ações de fiscalização da vigilância sanitária local para avaliar a necessidade de atuação direta da Agência, a partir das investigações em curso. A agência também acompanha o Ministério da Saúde, que coordena as atividades de vigilância epidemiológica, junto com autoridades locais. A fiscalização de bares, restaurantes e demais pontos de venda é responsabilidade das vigilâncias sanitárias locais. Caso seja necessária a retirada de produtos do mercado, essa medida poderá ser determinada inicialmente por autoridades locais e, se identificada comercialização em outras regiões do país, pode ser determinada em nível nacional, pela Anvisa. No que se refere à regulação de bebidas alcoólicas, a Anvisa tem atribuições específicas relacionadas a rotulagem e aditivos. Já o registro de bebidas alcoólicas e regulação do processo produtivo é feito pelo Ministério da Agricultura.”
Fique por dentro!
Para ficar por dentro de tudo sobre o universo dos famosos e do entretenimento siga @leodias no Instagram.
Agora também estamos no WhatsApp! Clique aqui e receba todas as notícias e conteúdos exclusivos em primeira mão.


