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Caneta emagrecedora: Anvisa aprova 1º concorrente nacional do Ozempic no Brasil

A agência reguladora deu o aval para a nova caneta injetável de aplicação subcutânea. Chegada de novos laboratórios pode baratear o tratamento a longo prazo

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          O mercado brasileiro de medicamentos para o controle da diabetes e perda de peso acaba de dar um passo histórico. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deu sinal verde para a farmacêutica EMS produzir e comercializar o Ozivy. A novidade marca a aprovação do primeiro remédio nacional feito à base de semaglutida desde que a patente da dinamarquesa Novo Nordisk expirou no país.

          A semaglutida ganhou fama mundial e gerou lucros bilionários por ser o princípio ativo por trás das populares “canetas emagrecedoras”, sendo a estrela de medicamentos como o Ozempic (voltado para a diabetes tipo 2) e o Wegovy (focado no tratamento da obesidade).

          Veja as fotos

          Crédito: Pexels
          Caneta emagrecedoraCrédito: Pexels
          Reprodução: Novo Nordisk/Eli Lilly
          Canetas de Ozempic e MounjaroReprodução: Novo Nordisk/Eli Lilly
          Reprodução
          Medicamentos para tratamento contra a obesidade, conhecidos popularmente como "canetas emagrecedoras"Reprodução

          Para garantir o registro, o Ozivy entrou em uma categoria regulatória conhecida como “desenvolvimento abreviado”. Esse modelo é aplicado a produtos que utilizam substâncias cujos efeitos já são conhecidos pela ciência, mas que ainda assim exigem a comprovação estrita de segurança, eficácia e alto padrão de qualidade por parte do novo fabricante.

          Desde março deste ano, quando o monopólio da patente caiu, a agência tem recebido investidas de diversas farmacêuticas que desejam uma fatia desse mercado altamente lucrativo. O rigor, por outro lado, é alto: em abril, outros pedidos de registro chegaram a ser negados devido a falhas em documentos e laudos técnicos.

          De acordo com com as informações do G1, o registro oficial mostra que a versão brasileira chegará aos pacientes em formato de solução injetável subcutânea. O produto será comercializado em diferentes dosagens, já acompanhado das agulhas e das famosas canetas aplicadoras.

          Especialistas apontam que a entrada do remédio e de futuros concorrentes forçará uma competição natural no setor, o que deve baratear o custo do tratamento para os pacientes nos próximos anos. Apesar da autorização oficial da Anvisa, o novo medicamento ainda não tem uma data cravada para aparecer nas prateleiras.

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