Internado há 12 dias, Bolsonaro terá alta ainda nesta semana. Saiba detalhes
Bolsonaro está internado desde 13 de março, após apresentar um quadro de mal-estar durante sua prisão na Papudinha. Na ocasião, foi diagnosticado com pneumonia causada por broncoaspiração e permaneceu cerca de 10 dias na UTI
Internado há 12 dias em tratamento de uma pneumonia, o ex-presidente Jair Bolsonaro deve deixar o hospital ainda nesta semana, segundo informou nesta quarta-feira (25/3) o cardiologista Brasil Caiado, integrante da equipe médica responsável por seu acompanhamento.
Bolsonaro está internado desde 13 de março em uma unidade privada de saúde, em Brasília, após apresentar um quadro de mal-estar durante sua prisão na Papudinha. Na ocasião, foi diagnosticado com pneumonia causada por broncoaspiração e permaneceu cerca de dez dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
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Na segunda-feira (23/3), diante da melhora no estado clínico, ele foi transferido para um quarto no Hospital DF Star, onde segue em recuperação.
“Nós todos já estamos em uma programação de transição para casa. Como o antibiótico termina o ciclo amanhã, estamos com uma programação para alta para sexta-feira”, afirmou Brasil Caiado.
O médico também destacou a evolução recente do paciente: “[Acabou] saindo do quadro agudo, nesta semana, de segunda-feira para cá. Ele também apresentou uma boa evolução. Estamos com programação do antibiótico até amanhã”.
Prisão domiciliar e cuidados após alta
A previsão de saída do hospital ocorre um dia após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que autorizou prisão domiciliar humanitária por 90 dias ao ex-presidente, atendendo parcialmente a um pedido da defesa.
A medida foi concedida com base no quadro de saúde de Bolsonaro, que cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por golpe de Estado.
Segundo Caiado, a residência do ex-presidente está sendo adaptada para recebê-lo assim que houver a liberação médica. O especialista explicou que, embora o ambiente doméstico seja mais confortável, será necessário manter acompanhamento constante.
“O ambiente domiciliar está em preparação pela família, porque a decisão foi bastante recente. Para que nós tivéssemos a redução de riscos para ele no ambiente residencial. Normalmente, em casa e no hospital você dificilmente terá a mesma estrutura”, afirmou.
Ele acrescentou que já foram feitas mudanças específicas para auxiliar na recuperação: “Já foi providenciada uma cama diferente, mais adequada, para um problema quase que central dele hoje que é o refluxo. A gente espera que reduza os riscos”, concluiu.
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