Mês do Diabetes: pesquisa alerta que o tratamento adequado da condição pode salvar vidas
Segundo o Ministério da Saúde, o Dia Mundial do Diabetes é comemorado em 14 de novembro, data dedicada à conscientização e prevenção da doença
Uma pesquisa realizada pelo Vozes do Advocacy revelou a falta de informação ainda existente sobre a doença. Cerca de 30% das pessoas com diabetes estão com descontrole da glicemia, e 47% dos pacientes não sabem nem o que é a hemoglobina glicada, exame que é de extrema importância, pois apresenta os cuidados com a saúde dos últimos três meses.
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Com esses dados, foi constatado que 27% das pessoas têm retinopatia diabética, alteração da retina que pode levar à cegueira; 32% têm neuropatia diabética; 25% têm doenças cardiovasculares; 23% têm disfunções sexuais; 10% têm nefropatia diabética; 4% já sofreram alguma amputação; e 10% apresentam feridas nos pés.
Vale ressaltar que as consultas periódicas com o endocrinologista, médico especialista em diabetes, devem ocorrer a cada três meses. No entanto, de acordo com a pesquisa, a demora para o atendimento no SISREG (Sistema Nacional de Regulação), sistema web gratuito do Ministério da Saúde para gerenciar o acesso aos serviços de saúde do SUS, vem crescendo, e a realidade está cada vez mais distante disso.
Dia Mundial do Diabetes:
O que é o diabetes?
Quando uma pessoa tem diabetes, ocorre um déficit na metabolização dos carboidratos. Os quadros de hiperglicemia são caracterizados por taxas elevadas de açúcar no sangue de forma persistente, condição que pode provocar danos a órgãos, vasos sanguíneos e nervos.
O diabetes pode causar aumento da glicemia, e essas altas taxas podem levar a complicações no coração, nas artérias, nos olhos, nos rins e no cérebro. Em casos mais graves, a doença pode levar à morte.
- Tipo 1: o próprio sistema imunológico da pessoa ataca e destrói as células produtoras de insulina. Ocorre com mais frequência em jovens e crianças. Por esse motivo, o diagnóstico costuma ser feito na infância ou adolescência.
- Tipo 2: caracterizado por resistência à insulina e deficiência parcial de secreção de insulina pelas células pancreáticas, além de alterações na secreção. Esse tipo ocorre em cerca de 90% das pessoas com diabetes, sendo frequentemente associado à obesidade e ao envelhecimento.
- Diabetes gestacional: decorrente das mudanças hormonais, a ação da insulina pode ser reduzida durante a gestação. Essa é uma condição que não persiste após o parto, diferente do diabetes mellitus diagnosticado na gestação — nesse caso, a descoberta do diabetes mellitus é feita de forma oportuna durante a gestação, e a condição persiste após o parto.
- Pré-diabetes: condição identificada pelo nível de açúcar no sangue acima do normal, mas não suficiente para ser diagnosticado como diabetes. Serve como alerta, pois indica um alto risco de progressão da doença.
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