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Parque de diversão e enjoo: especialista dá dicas para se divertir sem passar mal

Otorrinolaringologista explicou por que pessoas passam mal e outros sintomas que podem apresentar além da náusea

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          Você está com a adrenalina a mil porque acabou de sair de um brinquedo radical em um parque de diversões e sua boca começa a salivar, seu estômago revira tudo que está lá, a suadeira invade seu corpo e a vontade de vomitar? Cada organismo reage de uma forma diferente com os movimentos diferentes originários desses brinquedos de parques de diversões. Para saber como não passar mais mal e se divertir sem problemas, a reportagem do portal LeoDias entrevistou o otorrinolaringologista, Dr. Thiago Zago.

          Segundo o médico, pessoas sentem náuseas porque os brinquedos mexem de forma intensa com o sistema vestibular, que fica dentro do ouvido e é o responsável pelo nosso equilíbrio. Quando a pessoa está em um brinquedo que gira, acelera ou balança muito, o corpo envia sinais diferentes para o cérebro: os olhos percebem um movimento, o ouvido interno percebe outro e o corpo ainda sente outras sensações físicas.

          Veja as fotos

          Reprodução freepik
          Amigas em um brinquedo do parque de diversãoReprodução freepik
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          Amigos no parque de diversãoReprodução freepik
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          Casal no parque de diversãoReprodução freepik

          “Esse conflito de informações gera uma resposta que o organismo interpreta como desconforto, resultando em náusea, tontura e até vômito. É o mesmo mecanismo que provoca enjoo em viagens de carro, barco ou avião”, citou.

          Passar mal? Nunca mais!

          Existem algumas medidas que podem ajudar e a pessoa não se sentir mal. Uma delas é evitar ir a brinquedos radicais logo após fazer uma refeição pesada, porque o estômago cheio aumenta o risco de enjoo. Manter-se hidratado também é importante, já que a desidratação deixa o corpo mais sensível.

          “Para quem já sabe que costuma passar mal, é recomendável escolher brinquedos que tenham movimentos mais suaves, evitando os que giram em excesso. Em alguns casos, pode-se usar medicações para prevenir enjoo, como as mesmas indicadas em viagens, mas isso deve ser feito apenas com prescrição médica. Além disso, manter o olhar fixo em um ponto estável durante o passeio pode ajudar a reduzir o desconforto”, explicou.

          Outros sintomas que podem acompanhar a náusea e o vômito são tontura, suor frio, palidez, dor de cabeça e até queda de pressão. Alguns relatam também sensação de ouvido tampado ou de desorientação. Esses sintomas podem aparecer durante o brinquedo ou logo depois, e, em pessoas mais sensíveis, podem durar de minutos até algumas horas. Em casos mais intensos, pode até ser necessário descansar em um local tranquilo até que o corpo recupere o equilíbrio.

          “É importante lembrar que cada organismo reage de forma diferente. Algumas pessoas conseguem andar em todos os brinquedos sem sentir nada, enquanto outras já passam mal nos primeiros minutos. Quem tem histórico de enxaqueca, labirintite ou distúrbios do equilíbrio costuma ser mais vulnerável a esses sintomas”, continuou o profissional de saúde.

          Ele finalizou com uma dica: “O essencial é respeitar os limites do corpo: se começou a sentir mal-estar, não vale a pena insistir, porque isso só prolonga os sintomas. Também é bom os parques terem áreas de descanso e oferecerem orientação para quem passa mal, já que esse tipo de reação é comum.”

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