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Dira Paes celebra “Três Graças” e reflete sobre o tema da novela: “Muitas mazelas sociais”

Atriz falou sobre os temas delicados abordados na trama de Aguinaldo Silva, como tráfico de crianças

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          O elenco de “Três Graças” se reuniu em Curicica, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, para celebrar a marca de 100 capítulos exibidos da novela escrita por Aguinaldo Silva. Durante o evento, a atriz Dira Paes conversou com a do portal LeoDias, repórter Monique Arruda, e destacou o impacto dos temas sociais abordados na trama.

          Segundo a atriz, o desenvolvimento da história tem ampliado as discussões propostas pelos autores, envolvendo dilemas morais e limites éticos enfrentados pelos personagens. “Estamos todos tão felizes, porque a trama agora se espalhou na novela inteira. A gente sente a força do que está sendo proposto pelos autores, que é a gente discutir até onde vai a idoneidade, até onde vai o seu limite para cometer crimes, o seu limite para você perdoar pessoas que te fizeram mal”, afirmou.

          Veja as fotos

          Divulgação: Globo
          Alana Cabral, Sophie Charlotte e Dira Paes em gravação de “Três Graças”Divulgação: Globo
          Reprodução: Globo
          Joélly (Alana Cabral) em "Três Graças"Reprodução: Globo
          Foto: Lucas Louis
          Dira PaesFoto: Lucas Louis
          Estevam Avellar/Globo
          Zenilda (Andréia Horta), Arminda (Grazi Massafera) e Ferette (Murilo Benício) em "Três Graças"Estevam Avellar/Globo
          Reprodução: Instagram/@dirapaes
          Dira Paes celebra os 10 anos do filho Martin com homenagem emocionanteReprodução: Instagram/@dirapaes

          Entre os assuntos tratados na novela, Dira destacou o enredo que aborda o tráfico de crianças; um tema que, segundo ela, ainda é pouco debatido, apesar de ser uma realidade. “Infelizmente, existe quem compra e quem encomende. E não só crianças, como órgãos. É muito triste e eu acho que a novela vem cutucar essas feridas da sociedade, sabe? Nós temos muitas mazelas sociais e as pessoas têm que ficar atentas aos seus”, disse, refletindo sobre o impacto do assunto na sociedade brasileira.

          Na novela, há um arco dramático onde a neta da personagem Gerluce é ameaçada e usada como moeda de troca pelos vilões Arminda e Ferette. A atriz comentou que o assunto já foi tema de pesquisas pessoais e ressaltou que a trama também apresenta as consequências das escolhas dos personagens, proposta pelos autores.

          Apesar da carga dramática, Dira destacou que a novela também preserva o equilíbrio entre drama e humor, característica tradicional das produções do gênero. “Estava fazendo uma cena outro dia, que no meio dessa perda, ela tem um momento de falar de outras coisas. Aí você lembra que você está sofrendo. A vida não é fácil, mas ela tem essas duas facetas: a tragédia e a comédia. E eu acho que a novela vem complementando esses dois lados de maneira maravilhosa”, avaliou.

          Durante a conversa, a atriz também comentou sobre a repercussão do meme “A Morena tá viva!”, da personagem Lucimar em “Salve Jorge”, novela de 2012 escrita por Gloria Perez. Interpretada por Dira, a personagem comemorava aliviada que sua filha, Morena, vivida por Nanda Costa, havia sobrevivido ao tráfico de pessoas. Por conta da trama envolvendo tráfico de crianças, a cena voltou a circular nas redes sociais. “Virar um meme hoje em dia é porque você pegou no coração das pessoas. Então, foi com alegria que eu fiz. E cabia na Lígia. Lígia ressurgindo das cinzas ali! Então, foi ótimo”, disse, referindo-se à personagem em “Três Graças”, aos risos.

          No capítulo 100 de “Três Graças”, ocorre a inauguração de uma nova farmácia da Fundação Ferette na comunidade da Chacrinha. O evento começa em clima festivo, mas rapidamente se transforma em caos após confrontos entre personagens e um tiro que muda o rumo da história.

          A novela escrita por Aguinaldo Silva acompanha o drama de três gerações de mulheres: Lígia, Gerluce e Joélly, unidas por histórias de maternidade precoce e dificuldades sociais na periferia de São Paulo. A narrativa se intensifica quando Gerluce descobre um esquema criminoso de falsificação de medicamentos ligado ao empresário Santiago Ferette e à socialite Arminda, que lucram com remédios adulterados distribuídos a pessoas vulneráveis por meio de uma fundação filantrópica. A trama também explora conflitos familiares, gravidez na adolescência, violência na comunidade, tráfico de drogas e redes ilegais como o tráfico de bebês.

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