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Ju Ferraz além dos eventos: conheça a empresária de sucesso que luta pela liberdade feminina

O portal LeoDias conversou com a RP responsável por alguns dos maiores eventos do Brasil

Mulher, baiana, mãe de Matheus Galvão – um filho de 19 anos, empreendedora, empresária, sócia da Holding Clube – um grupo de seis empresas, à frente do camarote Número 1, influenciadora digital e voz ativa sobre a liberdade das mulheres e sobre o corpo livre… É assim que Ju Ferraz se descreve. Sua jornada profissional teve início aos 15 anos, marcada pela tragédia da perda do pai em um acidente de carro. Esse momento crítico abalou sua estabilidade emocional e financeira, mas Ju não se deixou abater.
 

Eu era uma menina de classe média alta. A gente vinha do cacau, a empresa de meu pai estava indo muito mal e, por azar, vamos dizer assim, para completar este momento difícil da minha vida, meu pai faleceu. Eu sou a irmã mais velha, ficou minha mãe, eu e meu irmão. O que foi mantido em minha vida, que minha mãe não abriu mão, eram os nossos estudos, ela fez de tudo para que a gente tivesse os melhores estudos, mas minha vida realmente tinha mudado de padrão e eu precisava ser dona da minha própria vida, relembra Ju Ferraz.
 

Com 15 anos, eu passo a trabalhar em Salvador, em um site social. Eu saía com o fotógrafo para cobrir os melhores eventos da cidade. Depois fui trabalhar em uma ONG para crianças com síndrome de down, mais tarde como assessora de imprensa, trabalhei em uma empresa de comunicação, como RP, jornalista, radialista, produtora de TV e um pouco de tudo, detalha a empresária.
 

Gravidez e São Paulo
 

Uma nova fase na vida de Ju começou após descobrir uma gravidez e mais uma frente com sua mudança para São Paulo: Aos 23 anos descobri que estava grávida do meu namorado na época, que virou meu marido. Meu marido foi transferido para São Paulo para trabalhar em um banco alemão e eu pensei: ‘é a oportunidade da vida, de me superar e me liberar’. Eu fui para São Paulo. Deixei meu filho com três meses com minha e minha madrinha, para tentar a sorte. Eu fiz três entrevistas de emprego, a terceira na InPress Porter Novelli, e lá fiquei.
 

Glamurama
 

Sua mudança para São Paulo, aos 24 anos, abriu novas oportunidades. Foram quase três anos desenvolvendo habilidades profissionais e ampliando sua rede de contatos na In Press, até que tudo mudou novamente após um encontro com dona do Grupo Glamurama, Joyce Pascowitch, em Salvador.
 

Fui até Joyce e disse: ‘meu sonho é trabalhar com você’. Eu fui fazer uma entrevista 20 dias depois e ali minha vida mudou. Ali eu entendi o que era fazer evento, consegui visitar o mundo inteiro, me relacionar com muitas pessoas e muito do que tenho hoje, dos meus relacionamentos, das minhas histórias, vem dessa época, explica Ju Ferraz.
 

Ascensão digital
 

Dez anos se passaram e Ju percebeu a iminente transformação no mercado de comunicação: As influenciadoras digitais surgiram, eu já tinha um sentimento de que o mercado de comunicação passaria por um processo de transformação, tinha também uma crise em que anunciantes já não queriam priorizar veículos impressos, estavam fazendo uma migração para o digital… Eu, então, via que precisava fazer uma migração de carreira.
 

Ju Ferraz recebeu um convite para trabalhar em uma empresa de cenografia. Movida pelo impulso de olhar para o mercado de comunicação por um novo ângulo, ela embarcou nessa nova jornada: Trabalhei cerca de dois anos nessa empresa de cenografia, fiz uma série de eventos grandes, como Rock in Rio, Lollapalooza, Festival de Verão….
 

Burnout
 

O ápice da carreira de Ju Ferraz foi abruptamente interrompido por um burnout. Em um período de 43 dias de afastamento, Ju enfrentou não apenas a recuperação física, mas também a batalha contra o estigma da doença mental.
“Eu não entendia o que era aquilo, ninguém entendia naquela época. Fiquei 43 dias afastado psiquiatricamente do trabalho, 43 dias em cima de uma cama e todas as vezes que eu ia para a rua, que eu encontrava alguém, diziam: ‘eu soube que você ficou maluca’”, relembra.
 

Ju Ferraz viu nas redes sociais uma oportunidade de se transformar em uma voz notável na discussão sobre saúde mental. Eu comecei a contar a minha história, a me mostrar vulnerável. Pessoas que tinham o mesmo diagnóstico começaram a trocar comigo e eu começo a me tornar relevante por ter essa mensagem que poderia ajudar outras pessoas, detalha.
 

Holding Clube
 

Mais uma reviravolta acontece na vida de Ju, desta vez quando ela encontra José Victor Oliva, que, ao acreditar em seu potencial, a convidou para se tornar parte fundamental de sua empresa.
 

“Eu conto sobre a minha saída da empresa e, a partir desse dia, a gente passa quase dois meses negociando. Ele disse acreditar no meu potencial: ‘Eu acredito em sua capacidade. Você vai ficar seis meses em minha empresa trabalhando, se cuidando, para que quando estiver recuperada, se torne uma peça importante da minha empresa’. Isso realmente aconteceu, fiquei seis meses ainda em processo de tratamento. Eu entrei como diretor de novos negócios, levo a agencia Samba, que é uma das agências do grupo, para fazer o Reveillon em Itacaré e foi um sucesso. Ali José Victor me convida para eu me tornar sócia dele, declara.
 

O impacto da pandemia em 2020 impulsionou a transformação dos negócios da Holding, priorizando o digital. “A empresa era 99% analógica e 1% digital. Com a pandemia, a gente fez a empresa virar 99% digital e 1% analógica, mudamos a empresa completamente”.
 

Voz ativa
 

Paralelamente, Ju contribuiu para a revista Vogue, abordando temas como autoaceitação, autoamor e liberdade corporal. Seu projeto B.O.D.Y, lançado em 2022, não apenas amplifica essas mensagens, mas também percorre o Brasil, destacando a importância do regionalismo e do empoderamento feminino.
 

“Crio em 2022 um evento que chama B.O.D.Y, que fala muito sobre todas as minhas angústias, que já não são mais minhas, mas de todas as mulheres, sobre liberdade financeira, autoamor, corpo livre, empreendedorismo feminismo, regionalismo, que é uma coisa que bato muito na tecla, essa coisa de valorizar só o eixo Rio São Paulo quando a gente tem um Brasil potente. Depois do B.O.D.Y, rodo o Brasil…, diz.
 

Atualmente, Ju Ferraz lidera um ecossistema onde sua imagem impulsiona os negócios da Holding, ao mesmo tempo em que continua a ser uma defensora incansável da liberdade feminina. Sua luta diária visa uma transformação social, promovendo o respeito à diversidade e a valorização do ser humano.
 

Olhar e futuro
 

Levou um tempo para eu aceitar que me tornei uma voz relevante sobre a liberdade feminina, pra entender que eu falo de assunto que ajudam e transformam as outras pessoas. A minha preocupação era muito mais em compartilhar para eu pudesse não me sentir sozinha. Toda esse processo é muito solitário, reflete.
 

Olhando para o futuro, Ju planeja lançar um livro em 2024 e tem no horizonte o plano de abrir um instituto para capacitar mulheres em situação de vulnerabilidade.
 

Eu quero que minha voz vá além, que toda vez que uma menina no interior da Amazônia não se sinta bem com o corpo dela, incapaz de qualquer coisa por se sentir diferente, que ela dê um Google e encontre mulheres como eu e outras vozes, sabendo que os caminhos estão abertos. Quero abrir um instituto para capacitar jovens mulheres em situação de vulnerabilidade, quero despertar a força interior de cada uma delas e, principalmente, ajudar as mulheres nordestina a se libertarem, concluiu Ju Ferraz.
 

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