Lilia Cabral será chantagista e dona de cabaré em “Lá na Minha Terra”; conheça Celestina
Atriz interpretará uma mulher ambiciosa que conhece o segredo de Cesário e usará a informação para exercer poder sobre o empresário na próxima novela das seis
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Lilia Cabral promete movimentar a história de “Lá na Minha Terra”, próxima novela das seis da Globo, que estreia no dia 9 de novembro. Na trama de Mario Teixeira, a atriz dará vida a Celestina Guerreiro, uma mulher manipuladora, ambiciosa e capaz de recorrer à chantagem para conseguir o que deseja. A personagem terá nas mãos um dos maiores segredos da história: a verdadeira identidade de Cesário (Daniel de Oliveira).
Dona de uma pensão em São Paulo, Celestina conhece Rosenda (Dira Paes) há muitos anos. Foi em seu estabelecimento que a protagonista se hospedou quando viajou pela primeira vez à capital paulista em busca do marido, Severino (Daniel de Oliveira), sem conseguir encontrá-lo. Quando Rosenda retornar à cidade, será novamente recebida pela antiga conhecida.
O que poucos sabem é que Celestina conhece muito bem o passado de Cesário. Ela é a única pessoa que sabe que o empresário, antes chamado Severino, assumiu uma nova identidade ao construir sua vida em São Paulo. Ciente do segredo, a personagem usará a informação para chantageá-lo.
A relação entre os dois será marcada também pela rivalidade e pela inveja. Assim como Cesário, que deixou para trás a vida de jardineiro e se transformou em um empresário bem-sucedido, Celestina também buscou ascensão social. Ex-faxineira, ela passou a emprestar dinheiro, chantagear pessoas e cultivar a imagem de uma mulher respeitada nos negócios.
A personagem ainda mantém atividades que prefere não associar publicamente ao próprio nome. Ela é a verdadeira proprietária do cabaré e da hospedaria de Lavra Seca, embora sua participação nos empreendimentos seja mantida em segredo. Na vida pessoal, é mãe de Elias (Igor Lorenzo), cuja identidade paterna é desconhecida.
Para construir Celestina, Lilia Cabral buscou compreender a relação da personagem com suas origens e, principalmente, sua necessidade de conquistar poder.
“Para criar a Celestina, parti da ideia de que ela saiu do Nordeste, mas o Nordeste nunca saiu dela. Quando chega a São Paulo, essa selva de pedra tão poderosa, ela também quer ter poder. Talvez venha daí boa parte de sua rivalidade com Cesário”, explica a atriz.
Lilia acredita que a trajetória dos dois personagens ajuda a compreender o sentimento de competição que alimenta Celestina.
“Ele deixou de ser jardineiro e se tornou empresário; ela, que já foi faxineira, passa a chantagear pessoas, emprestar dinheiro e se apresenta como uma empresária respeitada. Ao olhar para um homem que venceu, ela não se conforma e sente uma inveja muito grande”, analisa.
Apesar das atitudes questionáveis de Celestina, a atriz prefere não reduzir a personagem à definição de vilã. Para Lilia, o interessante está justamente nas contradições e na possibilidade de surpreender o público.
“Não gosto de definir uma personagem apenas como ‘vilã’. Prefiro dizer que é mais uma personagem, porque ela pode ser sempre surpreendente. Celestina vai enfrentar tudo à sua maneira, porque acredita, em primeiro lugar, que está completamente certa naquilo pelo que luta”, afirma.
Criada e escrita por Mario Teixeira, “Lá na Minha Terra” tem direção artística de Allan Fiterman e estreia em 9 de novembro, substituindo “A Nobreza do Amor” na faixa das seis da Globo.
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