Acelerando a economia: GP em Interlagos deve gerar até R$ 2,2 bilhões, diz Prefeitura
Com novas arquibancadas e expectativa de recorde de público, projeção econômica supera resultado obtido em 2024
O Grande Prêmio de São Paulo de Fórmula 1, marcado para os dias 7 a 9 de novembro de 2025, deve consolidar o evento como o maior do calendário esportivo brasileiro. A Prefeitura da capital projeta um impacto econômico entre R$ 2,1 bilhões e R$ 2,2 bilhões, segundo a SP Turis, superando o resultado do ano passado, que foi de R$ 1,96 bilhão.
A estimativa acompanha o aumento de público esperado para o Autódromo José Carlos Pace. Com novas arquibancadas instaladas ao redor de Interlagos, a projeção é alcançar a marca de aproximadamente 300 mil espectadores ao longo dos três dias de programação. Em 2024, o total foi de pouco mais de 290 mil pessoas.
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O setor de turismo é apontado como fator decisivo para o crescimento. Gustavo Pires, CEO da SP Turis, afirmou ao Estadão: “A expectativa de turistas é muito alta. Do GP passado pra esse ano, no ano passado 70% das pessoas eram de fora da capital, 15% eram turistas internacionais, predominantemente argentinos e chilenos.”
Ele acrescentou que a organização projeta um avanço no público estrangeiro: “A gente espera também um crescimento de 20% em relação ao ano passado de turistas internacionais, em especial americanos, alemães e ingleses.”
Pires também destacou o efeito do evento no mercado de trabalho e na imagem da cidade. Segundo ele, “serão mais de 20 mil empregos gerados. Um megaevento desse porte divulga a cidade pra fora, isso tudo é o que torna a Fórmula o evento que ela é.”
Interlagos expandiu sua função nos últimos anos. Antes concentrado no automobilismo, o autódromo passou a receber festivais como The Town e Lollapalooza, além de congressos e eventos corporativos, mantendo no calendário categorias como F1, Stock Car, Porsche Cup e WEC.
“Interlagos hoje recebe 400 eventos por ano, tem dia que tem 5 eventos simultaneamente em Interlagos, é uma das mecas do automobilismo,” afirmou Pires. “Interlagos não é privatização, mas é superavitário, ele não é um elefante branco, ele cresce nos eventos e arrecadação, dá pra sentir ano após ano”, acrescentou.
A participação feminina nas arquibancadas também cresceu de forma expressiva. Dados da Prefeitura indicam que, em 2014, mulheres representavam 7% do público no GP; em 2024, esse número chegou a 37%, refletindo uma mudança no perfil dos fãs de automobilismo e reforçando o papel do evento como vitrine esportiva e turística de São Paulo.
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