Amaury é condenado a pagar R$ 30 mil à Karina Bacchi por falar sobre o “ex-filho” em podcast
Segundo a decisão, Amaury fez declarações públicas sobre a criança, com quem conviveu desde o nascimento até os 5 anos de idade
O ex-jogador Amaury Nunes foi condenado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo a pagar R$ 30 mil à atriz Karina Bacchi após mencionar, ainda que de forma indireta, o filho da artista, Enrico Bacchi, durante participação em um podcast.
Segundo a decisão, Amaury fez declarações públicas sobre a criança, com quem conviveu desde o nascimento até os 5 anos de idade, mesmo após o fim do relacionamento com Karina e a proibição de contato com o menino.
Durante a entrevista, o ex-jogador falou sobre o vínculo afetivo que construiu ao longo dos anos. “Independentemente do que as pessoas dizem ou do que o mundo pode dizer, ou do que a Justiça pode dizer, no meu coração ele vai sempre ser o meu filho. Então é uma questão para mim, que me fez aprender muito”, afirmou.
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Amaury também relembrou experiências anteriores e destacou o impacto emocional da convivência com crianças em sua vida. “Eu já tinha tido esse tipo de relação com os filhos da minha ex-mulher, mas era uma relação de padrasto realmente. Uma relação muito legal, muito genuína, muito verdadeira, e aquilo me despertou uma vontade de ser pai, porque eu não tinha até então. Quando eu tive esse contato com essas duas crianças, eu me apaixonei de uma forma que eu falei: ‘Cara, que legal. Que relação linda, genuína, verdadeira. Eu quero para mim’. Mas infelizmente no primeiro relacionamento a gente não conseguiu ter, e aí veio o segundo relacionamento. E foi nesse segundo relacionamento que me ensinou uma forma que eu achei que ali eu realmente aprendi o que que era o amor de verdade”, declarou.
Karina Bacchi e Amaury Nunes se separaram em 2022. À época, a atriz chegou a oferecer publicamente a possibilidade de adoção do filho pelo então marido. No entanto, após o divórcio, Amaury foi impedido de manter contato com a criança.
A decisão da Justiça acatou o pedido do Ministério Público, considerando inadequada a exposição pública do menor, mesmo sem citação direta do nome, reforçando a proteção legal à privacidade de crianças e adolescentes. A defesa de Amaury ainda pode recorrer da condenação.
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