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Resumão Emicida x Fióti: Do sonho de irmãos de mudar a música à troca de acusações

Emicida e Fióti vivem uma batalha judicial após romper uma parceria comercial de mais de 16 anos

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          No longínquo ano de 2009 os irmãos Leandro Roque de Oliveira (Emicida) e Evandro Roque de Oliveira (Fióti) começaram a tirar do papel um sonho: A Laboratório Fantasma, empresa criada pelos irmãos para administrar a carreira do então jovem rapper Emicida, que estava revoltado com a forma como o mercado funcionava. 16 anos depois, o sonho virou pesadelo quando os irmãos passaram a trocar acusações e iniciaram uma batalha judicial que pode colocar tudo a perder. O portal LeoDias preparou um resumão, te explicando tudo o que você precisa saber sobre essa briga que pode mudar os rumos do rap nacional.

          Fundação da empresa, primeiros trabalhos e diversificação dos negócios

          Logo no ano de fundação, já sob o selo da LAB Fantasma, Emicida lançou a mixtape “Pra Quem Já Mordeu um Cachorro por Comida, até que Eu Cheguei Longe…” com produção independente. Com vendas na base do “boca a boca” e capinhas de CD artesanais, os irmãos conseguiram vender 3 mil cópias.

          Com o sucesso, a empresa foi crescendo e lançando novos nomes do rap brasileiro como os casos de Rael e Drik Barbosa. A LAB Fantasma também passou a expandir os negócios e, além de gravações, a empresa passou a produzir eventos e comercializar roupas e produtos ligados aos seus artistas. Em pouco tempo, a empresa fundada pelos irmãos Oliveira se tornou uma das mais importantes no cenário de música independente e de rap no país, influenciando jovens artistas.

          Veja as fotos

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          Em comunicado, Fióti negou desvios de R$ 6 milhões em contas da "LAB Fantasma", denunciadas por Emicida em processo judicialReprodução
          Reprodução Instagram
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          Início do fim 

          Tudo ia bem até que Emicida e Fióti passaram a ter problemas de relacionamento e diferenças no objetivo dos negócios. Segundo apuração do portal LeoDias, em novembro de 2024, os dois tomaram a decisão de romper a parceria comercial.

          À princípio, a ideia era que o rompimento ocorresse de forma harmoniosa e os dois chegaram a assinar um acordo (modelo “term sheet”) que estabelecia regras de como a empresa seria gerida até que os dois chegassem a um consenso de como ficaria divisão de bens e desligamento de Fióti da empresa.

          Na virada do ano, em janeiro, Evandro Fióti avisou aos funcionários da LAB Fantasma que não mais exerceria o cargo de diretor geral das empresas ligadas ao grupo e informou que a empresa passaria por “mudanças relevantes”.

          Até então, a situação parecia correr de forma amigável, no entanto, no começo de março, o clima estremeceu e Emicida acabou desligando Fióti antes do previsto, fazendo graves acusações.

          Processo, revogação de procuração, acusação de desvio de R$ 6 milhões e LAB Fantasma em frangalhos

          Segundo informações apuradas pelo portal LeoDias que constam no processo, em fevereiro deste ano, Emicida passou a suspeitar de movimentações financeiras feitas pelo irmão. Ao verificar tais transferências, o rapper revogou a procuração para que Fióti acessasse contas bancárias ligadas a empresa e avisou à equipe da empresa que o irmão não teria mais nenhuma autoridade administrativa nas empresas da LAB Fantasma.

          Em contrapartida, Fióti entrou com um processo contra o irmão, afirmando que ele havia descumprido o acordo de “Term sheet”, assinado no final de 2024, a fim de estabelecer regras na transição de comando. O produtor também acusou o irmão de bloquear acesso a contas bancárias e de colocar em risco o funcionamento da empresa com a ação impestiva.

          Já em meio ao processo, Emicida rebateu e afirmou que só retirou a procuração de Evandro Fióti para ter acesso às contas bancárias, pois o irmão teria realizado desvios de R$ 6 milhões de contas bancárias da LAB Fantasma para contas em seu nome entre junho de 2024 e fevereiro de 2025, o que também feria as regras estabelecidas no “Term sheet”.

          Fióti, por outro lado, afirma que não desviava recursos e que as transferências bancárias ocorriam sob ciência de Emicida.

          Juiz decide a favor de Emicida em primeira decisão 

          O portal LeoDias teve acesso a decisão da 2ª Vara Empresarial e Conflitos de Arbitragem envolvendo o processo movido por Fióti contra seu irmão e rapper, Emicida, em relação a empresa “Laboratório Fantasma”. Na decisão, o juiz Guilherme de Paula Nascente informou que não estão presentes os requisitos jurídicos necessários para concessão da tutela de urgência, que daria acesso do produtor Evandro Fióti a contas bancárias da empresa, seja concedida.

          Além disso, o juiz também indeferiu o pedido de segredo de Justiça e tornou o processo público, com exceção apenas o acesso a documentos que possuem sigilo fiscal. Fioti terá cinco dias para apresentar seu real pleito à justiça para que o processo siga em tramitação. Caso não proceda desta forma, o processo poderá ser finalizado, sem que seja proferida qualquer sentença pelo Juiz.

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