NewJeans x Ador: Sem consenso, juiz dará veredito sobre contrato
Veredito está marcado para outubro
O girlgroup de K-pop NewJeans (NJZ) e sua agência, a Ador (empresa sob o guarda-chuva da Hybe), não entraram em acordo na segunda audiência de conciliação, que ocorreu nesta quinta-feira (11/9). O futuro da banda, que está há quase um ano lutando na Justiça pela liberação do contrato com a companhia, será decidido pelo juiz do caso, com veredito marcado para o dia 30 de outubro.
O processo é movido pela Ador, que busca a validação do contrato de exclusividade com o NewJeans. A reunião durou apenas 20 minutos e terminou sem acordo. Diferentemente da primeira sessão, em 14 de agosto, quando Danielle e Minji compareceram, nenhuma integrante esteve presente desta vez.
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Com duas tentativas frustradas de mediação, caberá ao tribunal emitir uma sentença no próximo mês, determinando se o NewJeans deve permanecer sob contrato com a Ador ou se tem fundamentos legais para encerrá-lo.
O conflito teve início em novembro do ano passado, quando o grupo declarou a nulidade do contrato, acusando a agência de descumprir obrigações, e tentou seguir com atividades de forma independente. Além de acusações de assédio, bullying e quebra de confiança. Em resposta, a Ador ingressou com uma ação para validar o contrato e obteve uma liminar que impede as integrantes de trabalhar sem sua autorização.
O ponto central do processo é a validade do contrato de exclusividade. A Ador sustenta que “o contrato continua válido e não há motivo para rescisão”, destacando que a controladora Hybe investiu cerca de 21 bilhões de wons (R$ 75 milhões) no desenvolvimento da carreira do grupo. A empresa também argumenta que esse tipo de contrato se baseia em confiança, alegando ter oferecido oportunidades e repasses financeiros, rejeitando a acusação de quebra de confiança.
Já o NewJeans afirma que a demissão da ex-CEO da Ador, Min Hee-jin, diretora criativa responsável pelo sucesso internacional do grupo, e a substituição da gestão da agência por executivos da Hybe alteraram de forma decisiva as condições originais do contrato. Segundo as integrantes, após quase 18 meses de disputas judiciais, não existe mais relação de confiança possível com a empresa, o que torna inviável um retorno à Ador.
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