Após morte de professora em piscina, academia afirma que sócios estão à disposição da polícia
O delegado afirmou que os sócios ainda não prestaram depoimento e que a polícia já avalia a adoção de medidas jurídicas diante da ausência de colaboração até o momento
A Academia C4 Gym se manifestou após a morte da professora de natação Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, ocorrida no último sábado (7/2), após uma aula em sua unidade no Parque São Lucas, na Zona Leste de São Paulo. Em nota, a empresa afirmou que seus sócios “sempre estiveram à disposição da autoridade policial” e que segue colaborando com a investigação.
Segundo a direção, assim que alunos relataram um forte odor químico na área da piscina, a academia foi evacuada e o SAMU e o Corpo de Bombeiros foram acionados. A C4 afirma que, diante da demora no atendimento, um funcionário solicitou apoio a uma viatura da Guarda Civil Metropolitana (GCM), que se dispôs a socorrer a professora.
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De acordo com a nota, os agentes informaram que poderiam levá-la apenas ao hospital mais próximo, na Vila Alpina, mas os acompanhantes optaram por encaminhá-la a uma unidade de saúde em Santo André, vinculada ao plano de saúde da vítima.
A academia também negou abandono do local após o episódio. Segundo a empresa, a unidade foi fechada no horário habitual de sábado, por volta das 15h, e os responsáveis permaneceram disponíveis para esclarecimentos. A C4 afirma ainda que seu advogado esteve presente e solicitou acompanhar a vistoria do Corpo de Bombeiros e da Polícia Civil, mas o pedido não teria sido autorizado.
Na manifestação, a C4 informou que possui Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), está regular junto ao CREF e mantém alvará da Vigilância Sanitária válido desde 2023.
O caso é investigado pela Polícia Civil, que apura a suspeita de intoxicação por gases tóxicos gerados pela manipulação inadequada de produtos químicos na piscina. A academia segue interditada preventivamente.
Leia a nota da academia:
“A direção da Academia C4 Gym lamenta profundamente o ocorrido em sua unidade no último sábado (07/02). Esclarece que, assim que os alunos relataram odor forte na área da piscina, toda a academia foi evacuada, e o SAMU e o Corpo de Bombeiros foram acionados. Devido à demora do SAMU, um dos atendentes da academia solicitou auxílio a uma viatura da GCM, que se dispôs a socorrer Juliana. Os policiais informaram que poderiam levá-la apenas ao hospital mais próximo, na Vila Alpina, mas os acompanhantes optaram por levá-la a uma unidade do plano de saúde da vítima, em Santo André”.
“Informa também que não houve abandono do local: a unidade foi fechada como de costume, por volta das 15h aos sábados, e seus responsáveis permaneceram disponíveis para esclarecimentos. O advogado da academia esteve presente e solicitou acompanhar a vistoria do Corpo de Bombeiros e da Polícia Civil, mas o pedido não foi autorizado. Esclarece ainda que os sócios sempre estiveram à disposição da autoridade policial. A C4 Gym informa que possui AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros), está regular junto ao CREF e mantém alvará da Vigilância Sanitária válido desde 2023. A empresa reforça seu compromisso com a verdade dos fatos e segue colaborando integralmente com as autoridades competentes, contribuindo com todas as etapas da investigação em andamento”.
Nota da academia contraria versão da polícia
Apesar da manifestação da C4 Gym, a versão apresentada pela academia diverge do que foi informado pela Polícia Civil. Em entrevista ao portal LeoDias, o delegado assistente Rodrigo Rezende, do 42º Distrito Policial, afirmou que, até o momento, os sócios da academia ainda não compareceram para prestar depoimento.
“Não posso afirmar que os donos da academia estão colaborando”, disse o delegado. Segundo ele, havia a expectativa de que os responsáveis se apresentassem nos últimos dias, o que não ocorreu. “Estamos aguardando para que eles compareçam e já estamos analisando eventuais medidas jurídicas para tentar sanar essa situação”, afirmou.
Rezende também destacou que qualquer pessoa ligada à administração da academia pode ser responsabilizada, caso fique comprovada a contribuição para o ocorrido. De acordo com o delegado, a investigação segue em andamento e aguarda laudos periciais para a definição das responsabilidades.
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