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Homem morre após surto em igreja no Rio; parentes falam em asfixia e pedem Justiça

Família acusa pastores de violência enquanto Polícia Civil apura causa da morte

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          A morte de Giusepe Bastos de Sousa, diagnosticado com esquizofrenia paranoide, provocou forte comoção familiar e abriu uma investigação da Polícia Civil do Rio de Janeiro. Como informado pelo jornal O Globo, o jovem, que frequentava há cerca de três anos a Igreja Universal do Reino de Deus em Marechal Hermes, na Zona Norte, foi encontrado desacordado no templo no último domingo (14/9), após sofrer um surto em casa e sair alterado pelas ruas.

          Ele chegou a ser socorrido pelo Samu e levado para a UPA do bairro, mas não resistiu e morreu na manhã seguinte. O laudo médico preliminar indicou sinais de asfixia por compressão cervical, broncoaspiração e hematomas no corpo.

          Veja as fotos

          Reprodução: Internet
          Giusepe Bastos de Sousa tinha esquizofreniaReprodução: Internet
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          Giusepe Bastos de Sousa tinha esquizofreniaReprodução: Internet
          Divulgação: Polícia Civil/RJ
          Caso é investigado na 30ª DP Marechal HermesDivulgação: Polícia Civil/RJ
          Reprodução: Facebook/ Universal Marechal Hermes - RJ
          Igreja Universal do Reino de Deus em Marechal Hermes, na Zona Norte do Rio de JaneiroReprodução: Facebook/ Universal Marechal Hermes - RJ
          Reprodução: Facebook/ Universal Marechal Hermes - RJ
          Igreja Universal do Reino de Deus em Marechal Hermes, na Zona Norte do Rio de JaneiroReprodução: Facebook/ Universal Marechal Hermes - RJ

          A mãe de Giusepe foi a primeira a encontrá-lo já caído no chão da igreja, imobilizado por um pastor. Em seguida, avisou à filha, Desire Bastos de Sousa, que correu até o local. A irmã relatou que, ao chegar, o viu inconsciente, com o pescoço pressionado. “O pastor estava em cima do meu irmão com todo o peso dele, imobilizando seu pescoço. Meu irmão já não apresentava sinais de vida; estava desacordado. Os membros da igreja não queriam deixar que eu me aproximasse dele, dizendo que ele estava dormindo e que iria ficar tudo bem. Então, chamamos o Samu”, contou.

          Ainda segundo a irmã, os paramédicos pediram que o religioso se afastasse, verificaram a ausência de pulsação e iniciaram manobras de reanimação. Na terceira tentativa, conseguiram recuperar os batimentos, mas o quadro era gravíssimo.

          A família afirma que tudo aconteceu no estacionamento do templo, enquanto o culto seguia normalmente. Parentes que chegaram antes de Desire disseram que mais de quatro homens estavam sobre Giusepe no momento em que ele foi contido. “Mesmo que isso seja verdade, ele era esquizofrênico e estava em surto. Não estava fazendo aquilo de forma racional, estava doente. […] Mas asfixiaram e mataram meu irmão. Outras pessoas da minha família que chegaram antes de mim disseram que tinha uns quatro homens em cima dele. Foi uma covardia”, declarou Desire.

          A Igreja Universal divulgou nota alegando que Giusepe chegou agitado, quebrou uma porta de vidro, se feriu e ainda tentou atacar um frequentador e uma voluntária. Segundo a instituição, a equipe agiu para proteger os presentes, acionou o Samu e a polícia e registrou boletim de ocorrência. A declaração também afirma que a igreja está colaborando com as autoridades.

          O delegado Flávio Loureiro, da 30ª DP, informou que o caso foi inicialmente registrado como lesão corporal, mas que será reavaliado a partir do laudo cadavérico. A investigação também apontou que não há imagens de câmeras de segurança do templo.

          Além da dor, a família busca respostas. Desire descreveu o irmão como um homem carinhoso, inteligente e respeitoso antes do agravamento da doença. Ele serviu ao Exército, trabalhou como garagista, tinha hábitos de leitura e prática religiosa, mas resistia a seguir o tratamento médico e não aceitava tomar os remédios indicados.

          O corpo de Giusepe foi sepultado nesta última quarta-feira (17/9), no Cemitério de Irajá. A família está inconformada com a perda e promete acompanhar cada passo da investigação.

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