Hotel de Florianópolis nega ligação com investigados pela morte do cão Orelha
Posicionamento ocorre após hotel virar alvo de reclamações e ataques nas redes sociais e em plataformas digitais
O Majestic Palace Hotel, localizado no Centro de Florianópolis, se manifestou após ter seu nome associado, nas redes sociais, ao caso da morte do cão Orelha, episódio que gerou forte comoção e ampla repercussão na web. O estabelecimento negou qualquer relação com familiares dos adolescentes investigados pelo crime e afirmou não ter ligação com os suspeitos de agredir o animal na Praia Brava, no Norte da Ilha.
A nota foi divulgada após moradores registrarem reclamações em plataformas digitais, como o Reclame Aqui, sugerindo uma suposta ligação entre o hotel e o pai de um dos jovens investigados. Segundo o empreendimento, as alegações são infundadas e se baseiam em informações não confirmadas que circularam nas redes sociais.
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Em nota à imprensa, o Majestic Palace Hotel afirmou que não mantém vínculo familiar, pessoal, profissional ou empresarial com as pessoas investigadas no caso. O hotel declarou ainda que repudia qualquer forma de violência contra animais e negou ter sido conivente ou ter prestado apoio a envolvidos no episódio.
O posicionamento ocorre em meio ao avanço das investigações conduzidas pela Polícia Civil de Santa Catarina. Nesta quinta-feira (29/1), a corporação informou que dois dos adolescentes apontados como suspeitos retornaram ao Brasil após uma viagem aos Estados Unidos, considerada pré-programada. Com apoio da Polícia Federal, os investigadores monitoraram o deslocamento dos jovens, que anteciparam o retorno ao país.
Foram cumpridos mandados de busca e apreensão, com recolhimento dos celulares dos adolescentes, que deverão ser ouvidos pela Delegacia de Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei da Capital (DEACLE). Ao todo, quatro menores são investigados por envolvimento no espancamento do cão. Os nomes e demais informações pessoais não foram divulgados, em cumprimento ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Além dos adolescentes, três adultos, dois pais e um tio, foram indiciados por suspeita de coagir uma testemunha durante a investigação. Segundo a Polícia Civil, a vítima seria um vigilante de condomínio que teria imagens capazes de contribuir para o esclarecimento do crime.
O cão Orelha foi agredido no dia 4 de janeiro e encontrado gravemente ferido na Praia Brava. Ele chegou a ser socorrido e levado a uma clínica veterinária, mas, devido à gravidade das lesões, passou por eutanásia no dia seguinte. Exames periciais indicaram que o animal sofreu um golpe na cabeça com um objeto contundente.
A investigação também apura uma possível tentativa de afogamento de outro cão comunitário, chamado Caramelo, na mesma praia. Há relatos de testemunhas e imagens que mostram adolescentes pegando o animal no colo antes de jogá-lo no mar.
Em razão da repercussão do caso, a Vara da Infância e Juventude de Florianópolis determinou que redes sociais e aplicativos retirem conteúdos que identifiquem os adolescentes investigados, além de adotarem medidas para impedir a republicação dessas informações.
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