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Justiça aceita denúncia e torna Deolane ré por suposta lavagem de dinheiro para o PCC

Deolane é investigada por suspeita de envolvimento com o grupo criminoso e permanece custodiada na unidade prisional de Tupi Paulista, no interior de São Paulo

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          A Justiça de São Paulo acolheu a denúncia apresentada pelo Ministério Público e transformou a Deolane Bezerra em ré no processo que investiga a suposta atuação em organização criminosa e lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

          Além dela, também passam à condição de réus Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, Paloma Sanches Herbas Camacho, Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho e Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior.

          Veja as fotos

          Crédito: Van Campos - AgNews - Secretaria da Administração Penitenciária
          Deolane Bezerra e Penitenciária Feminina de Tupi PaulistaCrédito: Van Campos - AgNews - Secretaria da Administração Penitenciária
          Reprodução: Instagram/@deolane
          Deolane BezerraReprodução: Instagram/@deolane
          Foto: Reprodução/Instagram @deolane
          Deolane BezerraFoto: Reprodução/Instagram @deolane
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          Deolane BezerraCrédito: Reprodução Instagram @deolane
          Reprodução: Globo
          Deolane BezerraReprodução: Globo
          Foto: Reprodução/Instagram @deolane
          Deolane BezerraFoto: Reprodução/Instagram @deolane
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          Deolane BezerraCrédito: Reprodução Instagram @deolane
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          Deolane Bezerra foi presa acusada de participar de um esquema de lavagem de dinheiro para uma facção criminosaCrédito: Van Campos/AgNews
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          Deolane Bezerra, influenciadora digital e advogadaCrédito: Reprodução
          Foto: Reprodução/Polícia Penal de São Paulo
          Deolane Bezerra durante audiência de custódia virtual após a prisão no âmbito da Operação VérnixFoto: Reprodução/Polícia Penal de São Paulo
          Reprodução: Polícia Penal de São Paulo
          Deolane Bezerra na audiência de custódia virtual, após ser presa no âmbito da Operação VérnixReprodução: Polícia Penal de São Paulo
          Foto: Van Campos/AgNews
          Deolane BezerraFoto: Van Campos/AgNews
          Foto: Van Campos/AgNews
          Deolane BezerraFoto: Van Campos/AgNews
          Reprodução: Polícia Penal de São Paulo
          Deolane Bezerra na audiência de custódia virtual, após ser presa no âmbito da Operação VérnixReprodução: Polícia Penal de São Paulo
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          Deolane Bezerra retornando ao DHPPCrédito: Reprodução SBT
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          Deolane chegando ao Palácio da Polícia, em SP, para prestar depoimentoCrédito: Reprodução SBT
          Crédito: Reprodução CNN Brasil
          Deolane chegando ao Palácio da Polícia, em SP, para prestar depoimentoCrédito: Reprodução CNN Brasil
          Crédito: Reprodução Instagram
          Deolane Bezerra na ItáliaCrédito: Reprodução Instagram
          Crédito: Reprodução Instagram @deolane
          Deolane BezerraCrédito: Reprodução Instagram @deolane

          A decisão foi assinada pelo juiz Deyvison Heberth dos Reis, responsável pela 3ª Vara de Presidente Venceslau, no interior paulista. Deolane é investigada por suspeita de envolvimento com o grupo criminoso e permanece custodiada na unidade prisional de Tupi Paulista (SP).

          A acusação teve origem em investigação conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), núcleo de Presidente Prudente. No mesmo despacho, a Justiça rejeitou o pedido de transferência apresentado pela defesa da influenciadora.

          O Ministério Público sustentou que não caberia a concessão de prisão domiciliar em casos relacionados a organização criminosa com atuação violenta.

          O promotor Lincoln Gakiya, integrante do Gaeco em Presidente Prudente, figura entre os principais nomes na investigação da atuação do PCC no país e é reconhecido como referência no tema em nível internacional.

          O documento foi assinado por Gakiya e outros seis promotores — cinco vinculados ao Ministério Público paulista e dois da região de Presidente Prudente — na última quarta-feira (10). Conforme o texto, pessoas próximas ou indicadas pelos líderes da facção seriam responsáveis por executar ordens relacionadas à movimentação de recursos oriundos de uma empresa de transportes.

          Esses valores, segundo a acusação, teriam sido direcionados a contas de Deolane, de Everton de Souza e de Paloma Sanches Herbas Camacho, sendo os dois últimos sobrinhos de Marco Willian Herbas Camacho, o Marcola.

          Ainda de acordo com o material apresentado, relatórios de inteligência financeira e análises de quebras de sigilo bancário e fiscal indicariam a existência de mecanismos de ocultação e dissimulação dos recursos ilícitos, que posteriormente teriam sido reinseridos no sistema econômico formal com aparência de legalidade.

          Com base nesses elementos, o Ministério Público de São Paulo formalizou a denúncia contra:

          • Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior;
          • Deolane Bezerra Santos;
          • Everton de Souza;
          • Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho;
          • Marco Willian Herbas Camacho, o Marcola;
          • Paloma Sanches Herbas Camacho.

          O núcleo do Ministério Público em Presidente Prudente também avaliou que Deolane, atualmente presa em Tupi Paulista, dispõe de condições adequadas de permanência na unidade prisional.

          O órgão ainda entendeu que o fato de a influenciadora ser mãe de uma criança menor de 12 anos não pode ser analisado de forma isolada para justificar a concessão de prisão domiciliar.

          Pedido de transferência

          A defesa da influenciadora havia solicitado que ela fosse encaminhada para uma Sala de Estado-Maior ou, alternativamente, que sua prisão preventiva fosse substituída por domiciliar.

          Prevista no Estatuto da Advocacia, a Sala de Estado-Maior é um tipo de acomodação especial destinada a advogados presos antes de condenação definitiva, separada das celas comuns e com condições consideradas mais adequadas de custódia.

          A decisão foi proferida na terça-feira (9) pelo juiz Deyvison Heberth dos Reis, no contexto da Operação Vérnix.

          A defesa de Deolane, que é registrada na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP), argumenta que ela está presa preventivamente desde 21 de maio de 2026 no Complexo Penal Feminino de Tupi Paulista e afirma que o local não atende às condições exigidas para uma Sala de Estado-Maior.

          Os advogados alegam ainda que uma vistoria realizada pela OAB-SP identificou problemas estruturais e de funcionamento, como ventilação inadequada, calor excessivo, alimentação imprópria, vaso sanitário instalado próximo à área de refeições, restrição de itens de higiene pessoal, ruídos constantes e limitações no contato direto com defensores.

          O que dizem os citados

          Em manifestação, o advogado Bruno Ferullo Rita, que representa Marco Willians Herbas Camacho, Paloma Sanches Herbas Camacho, Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho e Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior, afirmou:

          “A Defesa reitera que Marco Willians Herbas Camacho e Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior encontram-se custodiados em estabelecimento penal federal de segurança máxima desde fevereiro de 2019, submetidos a severas restrições de contato e comunicação, o que, por si só, torna inviável qualquer participação nos fatos investigados e evidencia o equívoco da acusação.

          Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho e Paloma Sanches Herbas Camacho também refutam integralmente as imputações formuladas.

          A Defesa destaca que o mero vínculo familiar com os demais denunciados não pode ser confundido com participação criminosa, sendo inaceitável que a simples proximidade afetiva sirva de fundamento para uma acusação desta magnitude.

          Quanto aos elementos de natureza patrimonial e financeira mencionados na denúncia, a Defesa esclarece que eles serão devidamente contextualizados no decorrer da instrução processual, oportunidade em que serão apresentados os esclarecimentos e as provas pertinentes acerca da origem e da regularidade das operações apontadas pela acusação.

          A Defesa, diante da acusação apresentada, adotará todas as medidas processuais cabíveis para demonstrar a fragilidade da narrativa acusatória e a improcedência das imputações atribuídas aos seus constituintes, confiando que, ao final da regular instrução processual, a verdade dos fatos será devidamente reconhecida pelo Poder Judiciário.”

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