Justiça aponta 28 violações na tornozeleira de Oruam em 43 dias ao decretar nova prisão
Relatórios de fiscalização do monitoramento eletrônico apontam que as falhas ocorreram por falta de bateria no dispositivo, o que, segundo a decisão judicial, caracteriza descumprimento reiterado das condições impostas pela Justiça
A Justiça do Rio de Janeiro decretou, nesta terça-feira (3/2), a prisão preventiva do cantor Oruam após identificar sucessivos descumprimentos das medidas cautelares impostas ao artista. O principal fator que levou à decisão foi a violação da tornozeleira eletrônica, que apresentou 28 interrupções de sinal em um intervalo de apenas 43 dias.
A ordem de prisão foi expedida pela juíza Tula Corrêa de Melo, da 3ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, depois que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) revogou o habeas corpus que mantinha o rapper em liberdade. No mandado, a magistrada determina que a Justiça “PRENDA e RECOLHA, em alguma unidade prisional” o cantor.
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Relatórios de fiscalização do monitoramento eletrônico apontam que as falhas ocorreram por falta de bateria no dispositivo, o que, segundo a decisão judicial, caracteriza descumprimento reiterado das condições impostas pela Justiça. Para a juíza, a conduta demonstra desrespeito às medidas alternativas à prisão e compromete a eficácia do controle judicial.
A prisão preventiva foi decretada justamente pela reincidência nas violações. A avaliação do Judiciário é de que as medidas cautelares deixaram de cumprir sua finalidade, uma vez que o artista não manteve o funcionamento adequado da tornozeleira, essencial para o acompanhamento do seu paradeiro.
Oruam é investigado por fatos ocorridos em julho de 2025, no bairro do Joá, zona oeste do Rio de Janeiro. De acordo com denúncia do Ministério Público, o cantor e outros envolvidos teriam praticado duas tentativas de homicídio qualificado contra policiais civis que cumpriam um mandado de busca e apreensão em sua residência.
Segundo os agentes, pedras teriam sido arremessadas do andar superior do imóvel durante a ação policial. As autoridades também destacam que o rapper teria utilizado as redes sociais para desafiar decisões judiciais, comportamento que foi levado em consideração no contexto da análise do caso.
Com a revogação do habeas corpus pelo STJ e diante do histórico de violações do monitoramento eletrônico, a Justiça concluiu que não havia mais condições de manter Oruam em liberdade sob medidas cautelares.
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