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Ministério Público pode investigar Nardoni e Jatobá após denúncia protocolada em SP

Documento apresentado por Agripino Magalhães aponta descumprimento de regras no regime semiaberto; fonte do MP confirmou que já foi pedido inquérito sobre o caso

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          O deputado estadual suplente em São Paulo, Agripino Magalhães, protocolou um pedido de habilitação no processo de execução da pena de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, condenados pela morte de Isabella Nardoni em 2008. O documento, apresentado na noite desta última quinta-feira (4/9) em nome da Associação do Orgulho LGBTQIAPN+, solicita ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) e ao Ministério Público (MPSP) a abertura de inquérito para apurar supostos descumprimentos de regras do regime semiaberto pelos dois.

          Segundo informações obtidas pelo portal LeoDias, uma fonte do Ministério Público confirmou a Agripino na tarde desta sexta-feira (5/9) que já há uma solicitação de instauração de inquérito para apurar eventual crime, informado pelo advogado responsável na execução criminal do casal.

          Veja as fotos

          Reprodução: Globo
          Alexandre Nardoni e Anna Carolina JatobáReprodução: Globo
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          Anna Carolina Jatobá e Alexandre NardoniReprodução: Internet
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          Alexandre NardoniReprodução: Internet
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          Isabella NardoniReprodução: Internet
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          Mãe de Isabella e a meninaReprodução: Instagram

          O material entregue à 4ª Vara das Execuções Criminais do Foro da Barra Funda reúne atas, documentos e um abaixo-assinado que, segundo Agripino, já conta com mais de duas mil assinaturas. No texto, o parlamentar suplente relata que moradores de bairros da Zona Norte de São Paulo e da região de Mairiporã afirmam viver com medo da presença do casal, que estaria circulando em carros blindados e de luxo, o que é visto como uma afronta à Justiça e à comunidade.

          “Dessa feita diante dos abaixo assinados, do pedido de apuração, se requer que ambos retornem para o regime fechado porque estão afrontando a sociedade do bairro e sem dúvida descumprindo as determinações para essa benesse”, escreveu o deputado e o advogado que acompanha o caso, Angelo Carbone.

          Na nova petição, também são mencionadas denúncias de que os condenados estariam “debochando” de autoridades e testemunhas que participaram do caso. Há ainda uma referência ao pai de Alexandre, apontado no documento como suposto articulador de álibis durante o julgamento, o que teria aumentado o temor dos vizinhos. Diante desse cenário, o pedido requer que Nardoni e Jatobá retornem ao regime fechado.

          Esta é a segunda vez que o parlamentar denuncia o caso às autoridades judiciais. Na primeira, assinada no dia 24 de agosto, solicitou providências criminais e fiscalização reforçada da liberdade condicional do casal.

          Em nota enviada na última quarta-feira (3/9), o Ministério Público de São Paulo respondeu ao portal, afirmando que a primeira representação foi protocolada na última segunda-feira (1º/09), e “está na fase de apuração, sem novidades no momento”.

          O portal LeoDias busca contato com a defesa de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, além do pai do acusado, que também foi citado como envolvido. Por volta das 19h desta sexta-feira (5/9), a equipe do escritório Podval Advogados Associados respondeu, informando que se manifestaram nos autos da Execução Penal de Alexandre Nardoni. Já os telefones vinculados ao escritório de advocacia do pai do acusado caem na caixa de mensagens.

          Nesta semana, após o caso repercutir, o advogado do casal, Roberto Podval, respondeu à reportagem pelo Instagram, dizendo que acredita que o depoimento seja “um tanto quanto preconceituoso” e avaliou a situação: “Uma pena”.

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