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Morre, aos 92 anos, Gloria Steinem, líder feminista que se infiltrou na Playboy

Famosa por trabalhar disfarçada como coelhinha da Playboy em 1963 para denunciar abusos, a escritora lutou por mais de meio século por igualdade

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          O movimento pelos direitos das mulheres perdeu um de seus maiores pilares na última quarta-feira (2/9). A jornalista e ativista Gloria Steinem, ícone mundial da segunda onda do feminismo, faleceu aos 92 anos, em sua residência em Nova York. A confirmação veio a público nesta quinta-feira (3/9), por meio de suas redes oficiais e fundação.

          Segundo a equipe, a despedida ocorreu de forma serena, ao lado de entes queridos. A causa do óbito ainda não foi revelada. Nascida em Ohio, Steinem usou o jornalismo como arma de transformação social. Sua projeção nacional aconteceu de forma ousada em 1963, quando se infiltrou como coelhinha na Mansão Playboy para expor a exploração e as péssimas condições de trabalho das mulheres no clube.

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          Reprodução / YouTube: CNN
          Gloria SteinemReprodução / YouTube: CNN
          Reprodução / NBC News
          Gloria SteinemReprodução / NBC News
          Reprodução / CNN
          Gloria SteinemReprodução / CNN

          O faro investigativo a impulsionou para a liderança da luta pelos direitos civis na década seguinte, com fundação da revista Ms. em 1972, um marco histórico na imprensa norte-americana. Durante mais de meio século, o rosto de Gloria esteve na linha de frente das batalhas por igualdade de gênero, direitos reprodutivos e representatividade política, abraçando também as causas raciais.

          Esse impacto profundo na sociedade rendeu a ela o reconhecimento máximo do governo estadunidense em 2013, quando Barack Obama lhe entregou a Medalha Presidencial da Liberdade, a mais alta condecoração civil do país.

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