Empresa de Virginia recebeu R$ 17 milhões de advogado investigado por lavagem de dinheiro; Entenda Morre Nilton Travesso, diretor que marcou a história da televisão brasileira, aos 92 anos Herança de Bruno Avelar, morto em acidente com cantor Rick, vira alvo de disputa na Justiça
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SBT lamenta morte do diretor Nilton Travesso, pioneiro da televisão brasileira, aos 92 anos

A relação de Nilton com o Grupo Silvio Santos teve início em 1976, quando dirigiu a comédia “Bacará 76”, com Ronald Golias, na então TVS do Rio de Janeiro. Em 1993, chegou ao SBT e assumiu a missão de promover mudanças importantes na programação infantil

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        O SBT lamentou, nesta sexta-feira (6/11), a morte do diretor Nilton Travesso, aos 92 anos. Um dos pioneiros da televisão brasileira, ele morreu em decorrência de uma infecção generalizada, enquanto estava internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Em nota oficial, o Grupo Silvio Santos destacou a trajetória profissional do artista, sua dedicação à qualidade das produções e a relação de amizade construída com a emissora ao longo dos anos.

        “O Grupo Silvio Santos, por meio do Sistema Brasileiro de Televisão, lamenta a morte de Nilton Travesso, grande diretor, dedicado a levar produtos de qualidade ao telespectador e, sobretudo, um grande amigo e parceiro, que tratava a todos com igual atenção e respeito. Seu legado servirá de referência para a nova geração de diretores. A emissora se solidariza com sua esposa, a jornalista Marilu Torres, com seu filho, o diretor de televisão Marcelo Travesso, e todos os familiares”, declarou o SBT em nota à imprensa.

        Veja as fotos

        Foto: Carlos Manfredo/SBT
        Nilton TravessoFoto: Carlos Manfredo/SBT
        Foto: João Batista Silva
        Nilton TravessoFoto: João Batista Silva
        Foto: Francisco Inácio / SBT
        Nilton TravessoFoto: Francisco Inácio / SBT
        Foto: Francisco Inácio / SBT
        Nilton TravessoFoto: Francisco Inácio / SBT
        Foto: Francisco Inácio / SBT
        Nilton TravessoFoto: Francisco Inácio / SBT
        Foto: Francisco Inácio / SBT
        Nilton TravessoFoto: Francisco Inácio / SBT
        Crédito: Divulgação SBT
        Nilton TravessoCrédito: Divulgação SBT
        Foto: Roberto Nemanis / SBT
        Nilton TravessoFoto: Roberto Nemanis / SBT
        Foto: Roberto Nemanis / SBT
        Nilton TravessoFoto: Roberto Nemanis / SBT

        Relembre a trajetória de Nilton

        Com uma carreira que atravessou décadas e ajudou a construir a história da televisão no Brasil, Nilton iniciou sua trajetória em 1953, ao participar de uma oficina para profissionais do veículo promovida pela TV Record, antes mesmo da inauguração da emissora. Ao longo dos anos, integrou a consagrada “Equipe A” e esteve à frente de atrações como “Hebe”, “Família Trapo”, “O Pequeno Mundo de Ronnie Von”, “Jovem Guarda”, “Astros do Disco” e “Show do Dia 7”.

        Na década de 1970, transferiu-se para a TV Globo, onde produziu o primeiro videoclipe exibido pelo “Fantástico” e desenvolveu uma linguagem que influenciou o formato do programa. Também fundou o núcleo de programação paulista da emissora e participou da criação de atrações como “TV Mulher”, “Balão Mágico” e “Som Brasil”. Sua trajetória ainda passou pelas TVs Manchete, Bandeirantes, Gazeta e Jovem Pan.

        A relação de Nilton com o Grupo Silvio Santos teve início em 1976, quando dirigiu a comédia “Bacará 76”, com Ronald Golias, na então TVS do Rio de Janeiro. Em 1993, chegou ao SBT e assumiu a missão de promover mudanças importantes na programação infantil e reestruturar o núcleo de teledramaturgia da emissora.

        Entre os projetos que idealizou estão “Bom Dia e Cia”, apresentado por Eliana, e “Sessão Desenho no Sítio da Vovó”, com Vovó Mafalda. Também colaborou com “Casa da Angélica” e reformulou o “Show Maravilha”, de Mara Maravilha, apostando em inovações técnicas e cenográficas.

        No ano seguinte, sob seu comando, estreou “Éramos Seis”, uma das produções mais marcantes da teledramaturgia brasileira. Protagonizada por Irene Ravache e Othon Bastos, a novela emocionou o público ao acompanhar a história de Lola, Júlio e seus quatro filhos. O sucesso da produção rendeu importantes premiações, entre elas o Troféu Imprensa e o reconhecimento da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA).

        Nilton também esteve à frente de outras produções do SBT, como “As Pupilas do Senhor Reitor”, “Sangue do Meu Sangue”, “Razão de Viver” e “Os Ossos do Barão”, além de supervisionar novelas e programas como “Chiquititas”, “Pérola Negra” e “Colégio Brasil”.

        Em 2004, retornou à emissora para comandar o reality show “Protagonistas de Novelas”, apresentado por Silvio Santos, e participou da criação e direção-geral do programa “Charme”, de Adriane Galisteu. Nos anos seguintes, colaborou com o Teleton. Sua última participação no SBT aconteceu em 2024, no documentário “Silvio Santos, Vale Mais do que Dinheiro”.

        A morte de Nilton Travesso representa a despedida de um dos profissionais que ajudaram a moldar a televisão brasileira, com contribuições importantes para o entretenimento, a programação infantil e a teledramaturgia nacional.

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