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Suposto hacker diz ter usado senha vazada para enviar alerta da Defesa Civil

O suposto autor do ataque revelou que utilizou acessos vazados de servidores públicos e zombou da fragilidade do sistema

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          O susto que tirou o sono de milhares de brasileiros na madrugada do último sábado (20/6) parece ter uma explicação alarmante, mas surpreendentemente simples. O disparo do alerta de emergência extremo da Defesa Civil, que fez celulares soarem como sirenes em diversas capitais com a mensagem “misantropia”, não teria exigido tecnologias de ponta.

          Em entrevista ao portal TecMundo, o suposto autor do ataque revelou que a invasão ocorreu por meio de senhas antigas vazadas na internet e falhas primárias de segurança do próprio sistema do governo. A ferramenta por trás do caos atende pela sigla Idap (Interface de Divulgação de Alertas Públicos), operada pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.

          Veja as fotos

          Reprodução / Pexels
          Hacker alega ter usado senhas vazadasReprodução / Pexels
          Foto: Reprodução
          Alerta extremo falso da Defesa CivilFoto: Reprodução
          Foto: Reprodução
          Alerta extremo falso da Defesa CivilFoto: Reprodução

          O sistema tem o poder de ignorar o “modo silencioso” dos smartphones para alertar a população sobre desastres iminentes. O invasor, que se identifica nas redes como “Misantropo”, afirmou ter utilizado a tática de credential stuffing, testando logins de servidores públicos que já circulavam em grupos do Telegram e fóruns na web.

          “Nenhum dos funcionários que eu tentei acesso trocou a senha em anos”, relatou. Para piorar, a plataforma não exigia autenticação em dois fatores, utilizando apenas um teste captcha infantil para barrar robôs: contas matemáticas básicas, como “2+2”.

          O uso do perfil de um sargento do Corpo de Bombeiros do Pará foi um dos expostos nas imagens vazadas pelo próprio hacker para provar a autoria.

          O tédio pós-jogo como motivação

          Se a forma do ataque expõe a vulnerabilidade cibernética do país, a motivação por trás do botão de pânico revela uma irritação com o clima de festa. O alerta foi disparado por volta das 23h45 de sexta-feira (19/6), logo após a vitória da Seleção Brasileira contra o Haiti pela Copa do Mundo de 2026.

          Questionado se o timing tinha relação com o Mundial, o suposto hacker não hesitou. “Foi tédio e antipatia após o fim do jogo do Brasil. Pessoas bêbadas, fogos de artifício, pessoas gritando, brigas… a maldade humana sempre me entristeceu”, declarou.

          A escolha da palavra “misantropia”, que significa aversão e ódio à humanidade, foi proposital para forçar os brasileiros a pesquisarem o significado na internet durante a madrugada. Até o momento, a Polícia Federal e a Defesa Civil Nacional seguem apurando o caso, mas mantêm silêncio sobre o andamento das investigações e a real identidade do invasor.

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