Terremoto de 7,6 atinge o Japão e autoridades emitem alerta urgente de tsunami
Tremor atingiu o norte do país, provocou evacuações e ameaça também a costa russa
Um forte terremoto de magnitude 7,6 atingiu a costa do Japão na noite desta segunda-feira (8/12), no horário local, e gerou alerta imediato de tsunami. As primeiras ondas já chegaram ao litoral do país, colocando em risco áreas densamente povoadas do norte japonês.
De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o epicentro foi registrado às 23h15 no horário local, no mar, a cerca de 80 quilômetros da cidade de Misawa, na região de Aomori. A profundidade foi estimada em 50 quilômetros, segundo a Agência Meteorológica do Japão.
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As autoridades locais alertam para a possibilidade de ondas de até três metros de altura nas próximas horas. Diante do risco, foram emitidas ordens de evacuação para toda a população das regiões de Hokkaido, Aomori e Iwate.
Segundo o Centro de Alertas de Tsunami no Pacífico dos Estados Unidos, a força do tremor gerou risco de ondas em um raio de até 1.000 quilômetros ao redor do epicentro. Isso inclui também parte da costa sudeste da Rússia. Ainda de acordo com o centro, as Filipinas e Guam também podem ser atingidas por ondas menores.
O centro classificou as ondas como potencialmente “perigosas” e confirmou que podem chegar a três metros de altura. Como referência, o tsunami que atingiu a usina de Fukushima em 2011 alcançou ondas de até 15 metros e provocou um dos piores acidentes nucleares da história.
O último tsunami de escala semelhante havia ocorrido no Japão há quase dois anos. Em 1º de janeiro de 2024, um terremoto também de magnitude 7,6 atingiu a região de Ishikawa, na costa oeste do país, gerando alertas para ondas de até cinco metros e deixando 15 mortos. Na ocasião, o país emitiu um grande alerta de tsunami pela primeira vez desde a tragédia de 2011.
O Japão está localizado no chamado Anel de Fogo do Pacífico, uma das áreas mais instáveis do planeta em termos geológicos. O país responde por cerca de 20% dos terremotos de magnitude 6,0 ou superior registrados no mundo e sofre abalos sísmicos com grande frequência, o que mantém o sistema de alertas em constante operação.
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