“Crime contra a democracia não é passível de anistia”, diz Lindbergh sobre julgamento de Bolsonaro
Deputado comentou sobre o início do julgamento de Jair Bolsonaro no STF e reforçou posição contra anistia
Antes de iniciar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Supremo Tribunal Federal (STF), o deputado federal Lindbergh Farias (PT) afirmou, durante coletiva com o portal LeoDias, que o processo que tem início nesta terça-feira (2/9) está em “clima de tranquilidade”, apesar da gravidade dos crimes investigados.
O parlamentar destacou que a expectativa é de que a decisão da Corte seja anunciada até a próxima semana. Ele classificou como “muito graves” as acusações contra Bolsonaro, citando a suposta trama golpista que envolveria até planos de assassinato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) , do ministro Alexandre de Moraes e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSD).
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Lindbergh também se posicionou contra qualquer tentativa de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro, lembrando precedentes do STF. “Crime contra o Estado democrático de direito não é passível de anistia. É uma cláusula pétrea”, disse, ao citar voto do ministro Luiz Fux no caso do ex-deputado Daniel Silveira.
O deputado criticou ainda as recentes falas do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, em defesa de um possível indulto. Para ele, tais declarações “não se sustentam do ponto de vista constitucional” e soam como “provocação” diante do julgamento em curso.
Apesar das tensões, Lindbergh ressaltou que o ambiente institucional segue estável. Ele lembrou que a Câmara enfrentou recentemente invasões em plenário, mas afirmou que, neste momento, os trabalhos legislativos seguem em andamento, com pautas importantes em votação, como projetos voltados ao combate à fome.
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