Eduardo Paes vai ao STF para que o Rio de Janeiro tenha segundo turno
Ex-prefeito da capital questiona decisão TSE que anulou votos de Anthony Garotinho (Republicanos) no 1º turno e, por consequência, deu a vitória a Douglas Ruas (PL) que terminou à frente
Passadas as eleições de 2026, o ex-prefeito do Rio de Janeiro e candidato derrotado ao governo do estado do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD) informou que irá ao Supremo Tribunal Federal para que a eleição no estado seja retomada e um segundo turno contra o governador eleito Douglas Ruas (PL) seja realizado. O ex-prefeito contesta a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que determinou que os votos dados a Anthony Garotinho (Republicanos) fossem anulados.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Paes citou um trecho da constituição que determina que “sem maioria absoluta” é necessária a realização de um segundo turno citando os mais de 270 mil votos dados em Garotinho que foram posteriormente anulados: “Por causa deles, ninguém alcançou a maioria absoluta, ou seja, ninguém teve mais do que 50% dos votos. A decisão do eleitor do Rio no primeiro turno não foi por eleger qualquer candidato, foi por ter segundo turno. E a Constituição, gente, é muito clara: sem maioria absoluta, tem segundo turno”.
Veja as fotos
A candidatura de Anthony Garotinho acabou invalidada e os votos dados no 1º turno acabaram anulados após decisão do colegiado do TSE. Na oportunidade, o candidato do Republicanos ficou com pouco mais de 3% dos votos, enquanto Eduardo Paes havia ficado com 42,76% e Ruas com 49,27%. Com a retotalização dos votos, o candidato do PL passou para 50,88%, ultrapassando a barreira de mais da metade do votos válidos, se elegendo em 1º turno.
O ex-prefeito do Rio também justificou o fato de não ter buscado recorrer a decisão do TSE que deu a vitória Douglas Ruas (PL) no primeiro turno uma vez que o país estava concentrado em “escolher seu presidente”. Enquanto Paes apoiou o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Ruas fez campanha para Flávio Bolsonaro (PL).
Logo após o fim do 1º turno, o caso já tinha sido levado ao STF pela campanha de Eduardo Paes, mas a petição acabou rejeitada pelo ministro Cristiano Zanin. Agora, o PSD, partido de Paes, recorreu a decisão com um pedido de Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF). Assim como o primeiro pedido, o caso está sob relatoria do ministro Zanin e deverá ser analisado nas próximas semanas.
Cadeira de governador do RJ pode ficar “vaga” novamente
A depender da decisão do STF de manter a vitória de Douglas Ruas (PL) ou decidir pela realização do segundo turno de forma “extraordinária”, a cadeira de governador do Rio de Janeiro poderá voltar a ficar “vaga”. Desde março, quando o ex-governador Cláudio Castro (PL) renunciou a seu mandato e o então presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar (UNIÃO) foi preso, o estado é governado de forma interina pelo presidente do Tribunal de Justiça do RJ, Ricardo Couto.
Caso o STF acate a ADPF e a depender do prazo estabelecido para realização de novas eleições, a cadeira pode voltar a ficar “vaga”, sendo necessário a instituição de um novo governador interino ou a manutenção de Ricardo Couto.
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