Estados Unidos realizam primeiro bombardeio no Oceano Pacífico e próximo à América do Sul
Ação ordenada por Donald Trump matou duas pessoas em barco acusado de tráfico de drogas e acirra tensões diplomáticas com países da região
Pela primeira vez desde o início da nova ofensiva antidrogas, as Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram um ataque militar no Oceano Pacífico, em uma área próxima à costa da América do Sul. O bombardeio, conduzido na noite desta última terça-feira (21/10), atingiu uma embarcação que, segundo Washington, estaria ligada ao tráfico internacional de drogas. Duas pessoas morreram.
O episódio foi confirmado nesta quarta (22/10) pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth, que classificou os mortos como “narcoterroristas” e afirmou que o ataque foi feito em águas internacionais, sem ferimentos entre as tropas americanas. Mas, o governo não divulgou a localização exata da operação, que marca a expansão das ações dos EUA para além do Caribe, região onde até agora se concentravam os bombardeios.
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Desde setembro, os Estados Unidos vêm conduzindo ataques navais e aéreos no Caribe contra embarcações suspeitas de transportar drogas, resultando em mais de 30 mortes. A operação é parte da estratégia do presidente Donald Trump, que intensificou o uso de força militar sob o argumento de combater o narcotráfico internacional.
O governo da Colômbia, liderado por Gustavo Petro, tem sido um dos principais críticos da política de Washington na região. As relações entre os dois países azedaram ainda mais após Trump acusar Petro de cumplicidade com o tráfico e ameaçar sanções econômicas. Em resposta, Bogotá chamou de volta seu embaixador nos EUA.
A Reuters e a CBS News, que revelaram o ataque, apontam que a decisão de usar bombardeios em vez de interceptações marítimas representa uma mudança drástica na doutrina americana de combate ao narcotráfico. A última operação de natureza semelhante havia ocorrido no Caribe, onde dois suspeitos sobreviveram e foram posteriormente repatriados ao Equador e à Colômbia.
O Pentágono ainda não esclareceu por que o barco atacado não foi interceptado, como em ações anteriores conduzidas pela Guarda Costeira, que recentemente apreendeu mais de 45 toneladas de cocaína em outra operação no Pacífico.
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