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Frederick Wassef, advogado de Jair Messias Bolsonaro, é condenado por injúria racial

A Justiça fixou pena de 1 ano e 9 meses, substituída por medidas alternativas, em condenação que prevê sanções e reforça o combate aos crimes de injúria racial

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          A 3ª Vara Criminal de Brasília condenou, nesta quarta-feira (17/12), o advogado Frederick Wassef, que integra a equipe jurídica do ex-presidente Jair Bolsonaro, pelo crime de injúria racial. A sentença estabeleceu 1 ano e 9 meses de detenção, em regime aberto, com conversão da pena em sanções alternativas, além do pagamento de R$ 6 mil por danos morais à vítima.

          O caso remonta a novembro de 2020, quando uma atendente de uma pizzaria em Brasília registrou ocorrência após ser ofendida durante um atendimento. Segundo a ação, o advogado teria reagido de forma agressiva ao reclamar da qualidade do produto e, no caixa, dirigido à funcionária expressões de cunho racista, incluindo o termo “macaca”.

          Veja as fotos

          Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo
          Frederick Wassef, ex-advogado de Jair BolsonaroFoto: Cristiano Mariz/Agência O Globo
          Foto: Antonio Molina/Estadão Conteúdo
          Frederick Wassef, ex-advogado de Jair Bolsonaro, com o ex-presidenteFoto: Antonio Molina/Estadão Conteúdo
          Reprodução: YouTube/LeoDias TV
          Entrevista de Leo Dias com Jair Bolsonaro em fevereiro de 2025Reprodução: YouTube/LeoDias TV
          Crédito: Edilson Dantas - Agência O Globo
          Jair e Flávio Bolsonaro em passeataCrédito: Edilson Dantas - Agência O Globo
          Crédito: Reprodução Globo
          Jair Messias Bolsonaro, ex-presidente do BrasilCrédito: Reprodução Globo

          Na decisão, o juiz Omar Dantas Lima destacou que a palavra utilizada possui carga histórica de desprezo e humilhação, sendo suficiente para caracterizar a intenção ofensiva. Para o magistrado, o conjunto de provas confirmou a violação à dignidade da atendente.

          A condenação prevê, ainda, correção monetária e juros sobre o valor da indenização. Cabe recurso, e a defesa pode questionar a decisão em instâncias superiores.

          O Ministério Público do Distrito Federal foi responsável pela denúncia, acolhida pela Justiça. A sentença reforça o entendimento de que ofensas raciais, mesmo em situações cotidianas, configuram crime e estão sujeitas a punição penal e à reparação civil.

          O portal LeoDias tentou contato com Wassef, mas, até a publicação desta matéria, não recebeu retorno.

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