Gleisi Hoffmann promete reorganizar base após derrota do governo na CPMI
O governo reconheceu falha na articulação e prometeu reforçar a base aliada após perder espaço na CPMI dos aposentados
A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou nesta sexta-feira (22/8) que o governo vai reforçar sua mobilização no Congresso depois de perder a disputa pela presidência da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes no INSS.
Segundo Gleisi, a derrota foi resultado da falta de organização da própria base governista. “Nós tivemos um erro de mobilização da nossa base para a CPMI. Nós faltamos, pessoas da nossa base faltaram e foi um erro. Não vai voltar a acontecer”, disse em entrevista à CNN.
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Na quarta-feira (20/8), o governo esperava eleger o senador Omar Aziz (PSD) para comandar a CPMI, mas foi surpreendido por uma articulação da oposição durante a madrugada. No fim, venceu o senador Carlos Viana (Podemos-MG), que escolheu o deputado Alfredo Gaspar (União Brasil), também da oposição, para a relatoria da comissão.
Mesmo com o revés, Gleisi disse que o Planalto não teme as investigações. A ministra destacou que o governo já vinha tomando medidas para apurar as denúncias de descontos indevidos em aposentadorias. “Nós temos dez inquéritos policiais em andamento em todo o Brasil. A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União estão atuando, e os valores cobrados de forma irregular já começaram a ser devolvidos aos aposentados”, afirmou.
Ela também reforçou que os problemas investigados pela CPMI não começaram na atual gestão. “Esses descontos ilegais tiveram início ainda no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)”, destacou.
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