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Governo do Rio diz a Moraes que usou “força proporcional” em megaoperação

Documento do governo de Cláudio Castro foi enviado a Alexandre de Moraes

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          O governo do Rio de Janeiro enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda-feira (3/11), um relatório em que afirma que utilizou “força proporcional” na megaoperação que realizou na última semana contra o Comando Vermelho. A ação foi a mais letal da história, com 117 suspeitos mortos e quatro policiais.

          O documento foi enviado ao ministro Alexandre de Moraes, que se reuniu nesta segunda-feira, no Rio de Janeiro, com Castro e outras autoridades de segurança para tratar da megaoperação. Moras é relator da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) das Favelas, que regula ações policiais em favelas do Rio de Janeiro.

          Veja as fotos

          Reprodução: YouTube/TV Justiça
          Alexandre de Moraes vota pela condenação dos réus, incluindo o ex-presidente da República, Jair BolsonaroReprodução: YouTube/TV Justiça
          Rosinei Coutinho/STF
          Alexandre de Moraes usa gravada com estampa de "cachorrinhos" para retomada do julgamento de Bolsonaro e aliadosRosinei Coutinho/STF
          Rosinei Coutinho/STF
          Alexandre de Moraes usa gravada com estampa de "cachorrinhos" para retomada do julgamento de Bolsonaro e aliadosRosinei Coutinho/STF
          Foto: Rosinei Coutinho/STF
          Alexandre de Moraes usa gravada com estampa de "cachorrinhos" para retomada do julgamento de Bolsonaro e aliadosFoto: Rosinei Coutinho/STF

          O Supremo pediu que o governo de Castro esclarecesse o planejamento, emprego de força, atendimento a feridos, preservação de cenas de crime e mecanismos de controle da megaoperação. O governo respondeu que a operação mobilizou 2.500 agentes, sendo 1.800 policiais militares e 650 civis. Houve um ano de investigação prévia e 60 dias de planejamento tático.

          Segundo o governo, não houve mortes de “pessoas não pertencentes à organização criminosa”. O documento também pontua que policiais tinham câmeras corporais, com supervisão das corregedorias e do Ministério Público.

          O governo reconhece dificuldades em manter a cena do crime intacta por conta do conflito e informa que moradores removeram corpos antes da chegada da perícia. Foi instaurado um inquérito para apurar eventual fraude processual.

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