Michelle encontra Moraes no STF em meio à pressão para conceder prisão domiciliar a Bolsonaro
Encontro aconteceu após parecer inédito da PGR a favor da mudança de regime do ex-presidente, internado em Brasília
A possibilidade de Jair Bolsonaro deixar a prisão e passar para o regime domiciliar ganhou novo impulso nesta segunda-feira (23/3), depois de a Procuradoria-Geral da República (PGR) se posicionar favoravelmente ao pedido da defesa. Em meio a esse movimento, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro marcou uma reunião com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pelo caso, como informado pelo portal Metrópoles.
O encontro deve ocorrer no gabinete de Moraes ainda na tarde desta segunda-feira e acontece no momento em que o ministro analisa a situação do ex-presidente, internado desde 13 de março em um hospital de Brasília. Bolsonaro foi hospitalizado após passar mal enquanto estava preso e, depois disso, recebeu diagnóstico de problemas pulmonares. Apesar da evolução apontada no boletim médico mais recente, ele segue sob cuidados hospitalares.
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No parecer enviado ao STF, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que o quadro clínico de Bolsonaro exige acompanhamento integral e constante, defendendo que a prisão domiciliar se mostra necessária diante do risco de oscilações repentinas no estado de saúde do ex-presidente. A manifestação da PGR representa uma mudança relevante no caso, já que foi a primeira vez que o órgão concordou com um pedido da defesa para transferir Bolsonaro ao regime domiciliar. Caberá agora a Moraes decidir se acolhe ou não a solicitação.
Michelle já havia recorrido ao ministro em outras ocasiões para tratar da situação do marido. Em janeiro, ela também esteve com Moraes em meio às tentativas de alterar as condições da detenção de Bolsonaro, que cumpre pena desde então no 19º Batalhão da Polícia Militar, unidade conhecida como Papudinha.
Nos últimos dias, outras lideranças aliadas também passaram a atuar em defesa da mesma medida. Na semana passada, o senador Flávio Bolsonaro e o governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas, estiveram com Moraes para reforçar o pedido de transferência do ex-presidente para a prisão domiciliar.
Além da análise jurídica do recurso apresentado pelos advogados, Moraes também pediu que a PGR avaliasse o relatório médico encaminhado pelo hospital, documento mantido sob sigilo. A defesa tenta reverter a decisão de 4 de março – de mantê-lo na Papudinha e não em prisão domiciliar – posteriormente confirmada pela Primeira Turma do Supremo.
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