Moraes diz que o planejamento do assassinato de autoridades é “fartamente comprovado”
O ministro afirmou que a investigação comprovou a existência de um plano para tirar a vida de Lula, do vice-presidente eleito Geraldo Alckmin e dele próprio
Alexandre de Moraes afirmou, nesta terça-feira (9/9), durante o julgamento da trama golpista realizado no Supremo Tribunal Federal (STF), que a investigação comprovou a existência de um plano que previa o assassinato de Lula, do vice-presidente eleito Geraldo Alckmin e dele próprio, à época presidente do TSE.
“Nem os mais pessimistas podiam esperar que o que estava sendo planejado, sob o codinome Punhal Verde e Amarelo e Operação Copa 2022, seria o assassinato do presidente e do vice-presidente eleitos e do então presidente do Tribunal Superior Eleitoral. E esse planejamento está fartamente comprovado”, garantiu o ministro, que é relator da ação penal.
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O representante do STF lembrou ainda do atentado frustrado no Aeroporto de Brasília, em dezembro de 2022. “Essa bomba não explodiu por pouco, acarretaria a morte de centenas de pessoas”, disse ele.
Alexandre de Moraes destacou que há “excesso de provas” nos autos e caracterizou como “má-fé” a ação movida pelo PL no TSE pedindo a anulação de 48% das urnas do segundo turno, justamente as em que Lula venceu.
Em sua argumentação de voto, Moraes ressaltou ainda que Bolsonaro se recusou a aceitar a derrota eleitoral: “O líder do grupo criminoso deixa claro aqui, em viva voz, de forma pública para toda a sociedade, que jamais aceitaria uma derrota democrática nas eleições, que jamais aceitaria ou cumpriria a vontade popular”, avaliou o ministro do STF.
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