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Moraes rebate denúncias de ex-assessor: “Procedimentos oficiais”

Eduardo Tagliaferro, ex-assessor de Moraes, acusa o ministro de fraude na produção de relatório que colaborou para investigação de bolsonaristas; Tagliaferro é acusao pela PGR de violação de sigilo funcional

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        O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), respondeu, nesta quinta-feira (4/9), as acusações de ter fraudado relatórios para justificar uma investigação contra empresários apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). As acusações foram feitas pelo o ex-assessor de Moraes, Eduardo Tagliaferro, em participação de audiência na Comissão de Segurança Pública do Senado, na última terça-feira (2/9). Por meio de nota, o ministro rebateu as acusações afirmando que todos os procedimentos adotados por ele foram oficiais e legais.

        “Todos os procedimentos foram oficiais, regulares e estão devidamente documentados nos inquéritos e nas investigações em curso no STF, com integral participação da Procuradoria-Geral da República”, escreveu Moraes na nota.

        Veja as fotos

        Reprodução: YouTube/TV Justiça
        Alexandre de Moraes no primeiro dia do julgamento de Jair Bolsonaro no STFReprodução: YouTube/TV Justiça
        Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles
        Ministro do STF Alexandre de Moraes é relator dos casos que envolvem Bolsonaro no STFFoto: Vinícius Schmidt/Metrópoles
        Foto: Igo Estrela/Metrópoles
        Alexandre de MoraesFoto: Igo Estrela/Metrópoles
        Foto: Givaldo Barbosa
        Ministro Alexandre de Moraes é alvo da Lei MagnitskyFoto: Givaldo Barbosa

        Em 23 de agosto de 2022, foi realizada uma operação contra um grupo de empresários que defendiam abertamente um golpe de Estado em favor de Bolsonaro. O assessor de Moraes, Tagliaferro, afirma que o relatório necessário para autorização da operação não foi feito antes das buscas, mas após e, isso, seria prova de fraude.

        Porém, no processo aberto no STF o relatório mencionado por Tagliaferro foi feito no dia 22 de agosto, ou seja, um dia antes da operação contra os empresários e dentro da legalidade.

        Vale ressaltar, ainda, que Eduardo Tagliaferro foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República em agosto deste ano pelos crimes de violação de sigilo funcional, coação no curso do processo, obstrução de investigação de organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

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