Polícia reforça vigilância em torno da casa de Jair Bolsonaro em Brasília
Decisão de Alexandre de Moraes atende a pedido da PF e da PGR, que apontaram risco concreto de fuga do ex-presidente
A residência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), localizada em um condomínio de alto padrão na região do Jardim Botânico, em Brasília, passou a ser monitorada em tempo integral por policiais penais do Distrito Federal. A medida, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), prevê que os agentes atuem de forma discreta, em veículos descaracterizados e sem exposição midiática.
Segundo o despacho do magistrado, o reforço da fiscalização deve ocorrer sem qualquer invasão de privacidade ou incômodo à vizinhança. Caberá às equipes definir se utilizam uniforme ou armamento. O monitoramento faz parte das condições da prisão domiciliar de Bolsonaro, decretada em agosto, após descumprimento de medidas cautelares no processo que investiga a tentativa de golpe de Estado em 2022.
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O pedido chegou ao STF após manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) e do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues. Em documento encaminhado ao tribunal, a PF alegou ter recebido informações de que o ex-presidente poderia tentar fugir para o exterior, inclusive buscando refúgio em embaixadas ou mesmo na Argentina. No celular de Bolsonaro, os investigadores encontraram um rascunho de pedido de asilo político endereçado ao presidente Javier Milei.
Além da vigilância no condomínio Solar de Brasília, Bolsonaro segue sendo acompanhado por tornozeleira eletrônica. A Polícia Federal alertou que falhas de conexão poderiam abrir brecha para fuga, motivo pelo qual defendia uma vigilância ainda mais próxima.
Nesta quarta-feira (27/8), ao menos quatro agentes estariam posicionados em diferentes pontos do condomínio, revezando rondas e vigília na porta da casa, conforme o portal O Tempo. Flávio Bolsonaro (PL/RJ), filho do ex-presidente, esteve no local pela manhã, mas não falou com a imprensa.
O julgamento da ação penal que investiga a tentativa de golpe está marcado para começar em 2 de setembro, com sessões previstas também para os dias 3, 9, 10 e 12. Bolsonaro é acusado de liderar a organização criminosa responsável pelo plano de ruptura institucional.
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