Prefeitura de SP rebate críticas de Celso Giannazi e detalha ações em cultura
Gestão de Ricardo Nunes divulgou nota em que defende medidas sociais e apoio à teatro no centro da cidade
A Prefeitura de São Paulo respondeu nesta sexta-feira (29/8) às críticas feitas pelo vereador Celso Giannazi (PSOL/SP) em entrevista concedida ao portal LeoDias. O parlamentar acusou o prefeito Ricardo Nunes (MDB) de ser “bolsonarista contra a cultura”, denunciado a ameaça de remoção do Teatro de Contêiner, criticado a proibição da tradicional passeata em homenagem a Raul Seixas e se posicionado contra as escolas cívico-militares.
Em nota, a administração municipal afirmou que realiza um trabalho contínuo para atender pessoas em situação de vulnerabilidade, especialmente usuários de álcool e drogas, garantindo tanto o acolhimento social quanto a segurança da população. Entre janeiro e julho de 2025, segundo os dados apresentados, foram registrados 17.345 encaminhamentos para serviços municipais e estaduais, um aumento de 24,61% em relação ao mesmo período de 2024.
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Sobre o Teatro de Contêiner, alvo central das críticas de Giannazi, a prefeitura informou já ter oferecido quatro alternativas de terrenos à companhia responsável pelo espaço e repassado mais de R$ 2,5 milhões em apoio. A gestão ressalta que mantém o canal de diálogo aberto para a transferência do teatro, medida considerada necessária para o início da revitalização da região onde está instalado.
A nota também explicou a ação da Guarda Civil Metropolitana (GCM) em 19 de agosto, quando agentes foram até um imóvel localizado ao lado do Teatro de Contêiner e usaram spray de pimenta para retirar artistas da região. Segundo a prefeitura, o prédio estava interditado e seria demolido, mas havia sido invadido por um grupo de pessoas que utilizava acesso clandestino a partir do terreno do teatro. Diante da recusa em desocupar o espaço, a intervenção da GCM teria sido considerada necessária para evitar riscos à segurança. “A ação da Guarda Civil Metropolitana no dia 19 de agosto teve como objetivo a desocupação de um imóvel localizado ao lado do teatro”, escreveu.
Na entrevista ao portal LeoDias, Giannazi havia sustentado que o despejo representava um ataque direto à cultura da cidade e defendeu que a prefeitura deveria preservar o espaço artístico. O vereador também criticou a não realização da passeata em tributo a Raul Seixas, alegando que o evento está no calendário oficial desde 2007 e que uma emenda de R$ 150 mil apresentada por ele foi bloqueada pelo Executivo.
Ao rebater as acusações, a prefeitura buscou reforçar que suas ações são voltadas à preservação da ordem pública e ao apoio de políticas sociais, destacando que o diálogo permanece aberto tanto com artistas quanto com a sociedade civil.
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