Mônica Fonseca parte pra cima de Maíra e Ariela e troca ofensas em “A Fazenda 18” Mila Seidl apoia proposta de nomear aeroporto de Guarulhos em homenagem a Lito Sousa Thiago Gagliasso, Thammy Miranda e mais: veja os famosos que venceram as urnas
Mônica Fonseca parte pra cima de Maíra e Ariela e troca ofensas em “A Fazenda 18” Mila Seidl apoia proposta de nomear aeroporto de Guarulhos em homenagem a Lito Sousa Thiago Gagliasso, Thammy Miranda e mais: veja os famosos que venceram as urnas

STF amplia proteção da Lei Maria da Penha; entenda o que muda

Decisão permite medidas protetivas mesmo sem vínculo entre vítima e agressor e estabelece regras para situações de urgência

Whatsapp telegram facebook twitter

          O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, nesta quarta-feira (19/8), ampliar o alcance das medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha. A partir do entendimento da Corte, a proteção poderá ser concedida em casos de violência contra a mulher motivada por gênero, mesmo quando não houver relação doméstica, familiar ou afetiva entre vítima e agressor.

          Na prática, isso significa que a existência de um vínculo entre as partes deixa de ser requisito para a concessão da medida. A violência pode ocorrer em ambientes comunitários, profissionais, sociais ou institucionais, desde que esteja relacionada à condição de mulher da vítima. A decisão deverá orientar julgamentos semelhantes em todo o país.

          Veja as fotos

          Foto: Marcos Santos/USP
          Mulheres enquadradas como vítimas de violência doméstica que ficam afastadas do trabalho por conta das sequelas da agressão terão renda garantida pelo INSSFoto: Marcos Santos/USP
          Foto: Fellipe Sampaio/STF
          Supremo Tribunal Federal (STF)Foto: Fellipe Sampaio/STF
          Foto: Luiz Silveira/STF
          Supremo Tribunal Federal (STF)Foto: Luiz Silveira/STF

          Como surgiu o caso

          A discussão chegou ao Supremo após a Justiça de Minas Gerais negar medidas protetivas a uma mulher que relatou perseguições e ameaças de morte feitas por um vizinho. O tribunal estadual entendeu que a Lei Maria da Penha não poderia ser aplicada porque não havia vínculo doméstico, familiar ou afetivo entre os dois.

          O Ministério Público de Minas Gerais recorreu ao STF e defendeu uma interpretação mais ampla da legislação. O relator do processo, ministro Edson Fachin, afirmou que a violência de gênero não está limitada ao ambiente doméstico.

          O que mais muda

          A Corte também estabeleceu que, diante de risco imediato à integridade física ou psicológica da mulher, o pedido de proteção deve ser analisado mesmo que tenha chegado inicialmente a um juízo que não seja o responsável pelo caso. Depois da decisão de urgência, o processo deve ser encaminhado à autoridade competente.

          Outro ponto incluído no entendimento é a violência política de gênero. Nesses casos, as medidas protetivas poderão ser analisadas pela Justiça Eleitoral.

          O STF ainda reafirmou a possibilidade de concessão de medidas protetivas por delegados ou agentes policiais em situações urgentes, conforme entendimento anterior da própria Corte.

          Com a decisão, o principal critério passa a ser a existência de violência baseada no gênero, e não necessariamente o tipo de relação entre a mulher e o agressor.

          Fique por dentro!

          Para ficar por dentro de tudo sobre o universo dos famosos e do entretenimento siga @leodias no Instagram.

          Agora também estamos no WhatsApp! Clique aqui e receba todas as notícias e conteúdos exclusivos em primeira mão.

          Whatsapp telegram facebook twitter