Viúva de Guilherme de Pádua diz que ex-ator “se arrependeu dos pecados e mudou”
Juliana Lacerda homenageou o marido nos três anos de sua morte, vítima de infarto, e afirmou que ele se arrependeu de ter assassinado Daniella Perez
A viúva de Guilherme de Pádua, Juliana Lacerda, usou as redes sociais nesta quinta-feira (6/11) para homenagear o ex-ator, que morreu há três anos, vítima de um infarto. Na publicação, a maquiadora relembra os sete anos de relacionamento e afirma que o companheiro se arrependeu de ter assassinado a atriz Daniella Perez, filha da autora de novelas Glória Perez, em um crime que chocou o país em 1992.
“Hoje faz três anos que você se foi. Eu agradeço a Deus pelo privilégio de ter passado sete anos ao seu lado, um homem que se arrependeu dos seus pecados e que se tornou íntegro, que amava o próximo e, como dizia o Pr. Márcio, tinha o dom da misericórdia”, inicia Juliana, que se casou com Guilherme em 2017.
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“Meu questionamento hoje em dia é se eu vou conhecer alguém à altura do que você foi. Eu ouso dizer que nós fomos um dos casais mais felizes deste mundo. Agradeço a Deus porque pude te servir até os últimos segundos de sua vida. Te amarei para sempre, meu amor!”, completa a viúva.
Guilherme de Pádua atuava como pastor na Igreja Batista da Lagoinha e morreu em 6 de novembro de 2022, aos 53 anos, em sua casa, em Belo Horizonte (MG).
Caso Daniella Perez:
Guilherme e a então mulher, Paula Thomaz, assassinaram a atriz Daniella Perez a tesouradas em 28 de dezembro de 1992. O crime ocorreu quando o ator e a filha de Gloria Perez interpretavam um ex-casal na novela “De Corpo e Alma”, da TV Gl.
Após sair das gravações, Daniella foi abordada por Guilherme em um posto de gasolina. Ele a nocauteou e a colocou à força no carro, onde Paula estava escondida. O casal levou a vítima até um terreno baldio na Barra da Tijuca (RJ), onde desferiram 18 punhaladas no peito e no pescoço da atriz, que morreu em decorrência de choque hipovolêmico.
O crime foi rapidamente desvendado graças à anotação da placa do carro dos assassinos por uma testemunha. Em menos de 24 horas, Guilherme confessou o assassinato, e Paula Thomaz também admitiu a participação.
Os dois foram condenados a 19 anos e 6 meses de prisão, mas Guilherme foi solto após seis anos, ao cumprir um terço da pena. Paula também deixou a prisão após seis anos, passando para liberdade condicional em novembro de 1999.
Ela se casou em 2001 com o advogado Sérgio Rodrigues Peixoto, mudou o nome para Paula Nogueira Peixoto e teve dois filhos. Felipe, o filho dela com Guilherme de Pádua, foi adotado pelo padrasto e não teve contato com o genitor.
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