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EUA aprovam primeiro medicamento não hormonal para aliviar sintomas da menopausa

A aprovação da medicação representa um avanço importante na medicina por se tratar de uma terapia não hormonal, livre de estrogênio, alternativa para quem não pode ou prefere evitar a reposição hormonal tradicional

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          A FDA (Food and Drug Administration), órgão que regula medicamentos nos Estados Unidos, aprovou na última sexta-feira (24/10), o Elinzanetant, medicamento não hormonal, desenvolvido como uma nova opção de tratamento para mulheres que enfrentam ondas de calor e suores noturnos durante a menopausa.

          A aprovação da medicação representa um avanço importante na medicina da saúde da mulher por se tratar de uma terapia não hormonal, livre de estrogênio, alternativa para quem não pode ou prefere evitar a reposição hormonal tradicional.

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          Mateus Spohr
          Claudia Raia Cenas de Uma MenopausaMateus Spohr
          Mateus Spohr
          Claudia Raia Cenas de Uma MenopausaMateus Spohr
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          De acordo com o O Globo, a pesquisadora norte-americana JoAnn V. Pinkerton, que liderou o ensaio clínico Oasis II, o medicamento se mostrou eficaz não apenas na redução dos sintomas vasomotores, mas também na melhora do sono e do bem-estar emocional das pacientes.

          “Mais de um terço das mulheres apresentam sintomas disruptivos da menopausa que podem persistir por mais de uma década, impactando significativamente o trabalho, a casa e a qualidade de vida. Muitas mulheres sintomáticas na menopausa continuam sofrendo sem tratamento e apoio”, afirmou. “Com a aprovação do elinzanetant pelo FDA, as mulheres terão acesso a uma terapia nova, segura e eficaz para o alívio das ondas de calor e suores noturnos. Devido ao seu duplo antagonismo de receptores, os estudos também demonstraram melhorias no sono e no humor.”

          Os tratamentos convencionais

          As ondas de calor e outros sintomas da menopausa estão ligados à queda natural dos níveis de estrogênio. O tratamento mais usado até hoje é a terapia hormonal, considerada eficaz, mas que pode causar efeitos adversos como inchaço, dores de cabeça, sensibilidade mamária e sangramentos irregulares.

          Em alguns casos, o uso prolongado, especialmente por via oral, pode elevar o risco de coágulos, AVC e até de certos tipos de câncer, como o uterino, quando o estrogênio é administrado isoladamente. Além disso, mulheres com histórico de trombose ou cânceres sensíveis ao estrogênio não são candidatas ideais à terapia hormonal.

          Resultados dos testes clínicos

          O elinzanetant foi avaliado em estudos duplo-cegos conduzidos nos Estados Unidos, Europa e Israel, com a participação de mulheres na pós-menopausa entre 40 e 65 anos que sofriam com ondas de calor moderadas a severas. As participantes receberam 120 mg do medicamento diariamente por 26 semanas, enquanto outro grupo recebeu placebo por 12 semanas antes de iniciar o uso da droga.

          Os resultados mostraram melhora significativa já na primeira semana de tratamento, com redução na frequência e intensidade das ondas de calor, além de ganhos na qualidade do sono e da vida cotidiana. Na 12ª semana, as participantes relataram bem-estar geral superior ao do grupo controle.

          Os efeitos colaterais observados foram leves, sendo dor de cabeça e fadiga os mais comuns. Nenhum evento adverso grave foi registrado.

          “Estou entusiasmada que mulheres que não podem ou optam por não fazer terapia hormonal tenham acesso ao elinzanetant, que é uma terapia eficaz e testada, aprovada pela FDA para sintomas incômodos”, acrescentou Pinkerton. “É fundamental que ouçamos nossas pacientes para entender exatamente o que elas estão vivenciando e, então, ajudá-las a obter o apoio de que precisam, adaptado às suas necessidades individuais.”

          O novo medicamento será disponibilizado em cápsulas de gel, administradas uma vez ao dia, preferencialmente à noite, com ou sem alimentos.

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